Grupos contrários ao governo federal mantêm atos na avenida Paulista em 7 de setembro

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Registro de um dos protestos realizados na avenida Paulista (Foto: REUTERS/Rahel Patrasso)
Registro de um dos protestos realizados na avenida Paulista (Foto: REUTERS/Rahel Patrasso)
  • Movimentos contrários ao governo do presidente Jair Bolsonaro afirmaram que está mantida a realização dos atos na avenida Paulista

  • O anúncio ocorre mesmo após a decisão do governo estadual de que o local será de concentração dos grupos a favor do presidente

  • Por meio de uma representação no Ministério Público, a Central de Movimentos Populares argumenta que houve uma interpretação errada da decisão judicial

Em São Paulo, movimentos contrários ao governo do presidente Jair Bolsonaro afirmaram que está mantida a realização dos atos na avenida Paulista mesmo após a decisão do governo estadual de que o local será de concentração dos grupos a favor do presidente. As informações são do portal UOL. 

De acordo com a publicação, os movimentos Fora, Bolsonaro e Grito dos Excluídos informaram que irão manter os protestos na avenida. 

Por meio de uma representação no Ministério Público, a Central de Movimentos Populares (CMP) argumenta que uma interpretação errada da decisão judicial que tratava da duplicidade de realização das manifestações prejudicou os grupos.

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A decisão determinou que fossem definidas datas diferentes para a realização de atos favoráveis e contrários na avenida Paulista. Com isso, os grupos pró-Bolsonaro ficaram com o local no dia 7 de setembro e os grupos anti-Bolsonaro ficaram com o dia 12 de setembro.

Além da representação, de acordo com a CMP, foi solicitada uma reunião com integrantes do governo paulista para que o assunto possa ser debatido. O pedido foi enviado ao procurador-geral de Justiça de São Paulo.

Anúncio do governador

Nesta segunda-feira (23), em entrevista à rádio CBN, o governador de São Paulo, João Doria, anunciou a decisão sobre as datas reservadas para os grupos se manifestarem na avenida Paulista.

"As manifestações têm que ser respeitadas contra e a favor. No dia 7, serão os manifestantes a favor do governo Bolsonaro, no dia 12 de setembro, os manifestantes contra o governo Bolsonaro. O que não vamos permitir, é que no mesmo lugar, no mesmo dia, se encontrem manifestantes contra e a favor. Isso, evidentemente, o governo de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública não vai permitir", declarou.

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