Guarda assassinado por bolsonarista deixou bebê de 40 dias e outros três filhos

O guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda, de 50 anos, assassinado por um policial bolsonarista em sua própria festa de aniversário, deixou quatro filhos, entre eles uma bebê de 40 dias, que foi levada pela mãe, Pâmela, ao enterro na tarde desta segunda-feira. O corpo do tesoureiro do PT foi enterrado em Foz do Iguaçu, no Paraná.

O cortejo passou em frente à Guarda Municipal, onde o tesoureiro trabalhou por 28 anos. Ele é da primeira turma da instituição. Guardas que entraram na corporação na mesma época que Marcelo participaram das homenagens, assim como familiares a amigos. O enterro foi acompanhado por centenas de pessoas e pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann

A investigação sobre o assassinato do guarda municipal passou para a delegada Camila Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, informou a Secretaria da Segurança Pública do Paraná ontem. A pasta disse, em comunicado, que uma força-tarefa foi formada pela Polícia Civil no início da noite de domingo para a condução do caso. Cecconello presidirá o inquérito policial e já está no município desde ontem.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública esclareceu que a delegada Iane Cardoso continua fazendo parte da equipe de investigação.

“O que houve é um reforço com a criação de força-tarefa coordenada pela delegada Camila Cecconello, chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa”, explicou.

“Uma equipe de investigadores da DHPP vinda de Curitiba reforça os trabalhos para garantir celeridade na apuração dos fatos. A SESP lembra que a Polícia Civil do Paraná conta com apoio da Polícia Científica para finalização das perícias necessárias para total elucidação do ocorrido”, acrescentou.

Chamou atenção nas redes sociais ontem o teor antipetista de postagens políticas no perfil de Facebook da delegada anterior, Iane Cardoso. Essa observação torna-se relevante pois a política ouviu de testemunhas que a discussão entre o agente penal e o guarda municipal começou com base em divergências políticas.

A Justiça expediu nesta segunda-feira, a pedido do Ministério Público do Paraná, o mandado de prisão preventiva para o agente penal Jorge José da Rocha Guaranho, que matou o petista.

Ao determinar a prisão preventiva do investigado, o Juízo afirmou que “resta evidenciado que o flagrado coloca em risco a ordem social, se revelando necessária a contenção cautelar para evitar a reiteração criminosa, sendo que as peculiaridades do caso concreto apontam ser imperiosa a manutenção da segregação cautelar, pois pelo que consta dos autos o flagrado, aparentemente por motivos de cunho político, praticou atos extremos de violência contra a vítima, que sequer conhecia, tendo invadido a sua festa de aniversário e após uma discussão inicial deixado o local, retornando cerca de dez minutos depois armado, efetuando na presença de diversos convidados os disparos”.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos