Guarda Civil deve manter ao menos cem agentes para evitar volta da cracolândia

SÃO PAULO, SP, 11.05.2022 - CRACOLÂNDIA-SP: Operação da Policia Civil e GCM na praça Princesa Isabel, em São Paulo, novo ponto da cracolândia na capital paulista, na madrugada desta quarta-feira. Polícia expulsa os usuários de drogas do local para prender traficantes. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 11.05.2022 - CRACOLÂNDIA-SP: Operação da Policia Civil e GCM na praça Princesa Isabel, em São Paulo, novo ponto da cracolândia na capital paulista, na madrugada desta quarta-feira. Polícia expulsa os usuários de drogas do local para prender traficantes. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A GCM (Guarda Civil Metropolitana) deve manter pelo menos cem agentes fixos na praça Princesa Isabel, que se tornou recentemente novo endereço da cracolândia no centro de São Paulo. O objetivo é evitar que a aglomeração de dependentes químicos volte após a operação desta quarta (11), segundo o comandante-geral da corporação, Agapito Marques.

Na madrugada desta quarta (11), a Polícia Civil e a prefeitura deflagraram uma megaoperação para cumprir 36 mandados de prisão e um mandado coletivo de busca e apreensão. Pelo menos 13 pessoas foram detidas —uma delas foi autuada em flagrante por tráfico. Um homem que era procurado também foi preso.

Uma medida semelhante foi aplicada no antigo endereço da cracolândia. No dia 20 de abril, a prefeitura informou que mantinha 11 viaturas e 40 agentes circulando nas ruas no entorno da praça Júlios Prestes, no centro.

Agora, segundo Marques, a GCM deve expandir o perímetro de ação dos agentes para incluir a praça Princesa Isabel nas rondas.

Policiais civis que estavam no local na manhã desta quarta disseram à reportagem que, se a cracolândia ressurgir em outro endereço, ação similar deve ser adotada.

Por volta das 11h30, a situação na praça estava "pacificada", segundo agentes da Polícia Civil que estavam no local para acompanhar o rescaldo da operação. As equipes de zeladoria da prefeitura trabalham na praça sob a proteção de centenas de guardas e policiais civis.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, um grupo de dependentes químicos aceitou acompanhar funcionários da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social para acolhimento. Em nota, a pasta afirma que realizou, até o fim da manhã, 146 encaminhamentos, uma parte deles para os Siats (Serviço Integrado de Acolhida Terapêutica).

Segundo a secretaria, servidores do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) acompanharam a operação desde as 4h.

À reportagem, policiais militares que dão suporte à ação no entorno da praça disseram ter a sensação de que a operação não impedirá que o fluxo de usuários e traficantes retorne ao local.

Mais cedo, integrantes da prefeitura confirmaram que a intenção era remover todos os usuários da praça para que ela possa ser transformada num parque, como o jornal Folha de S.Paulo noticiou.

Na segunda (9), o vereador Fábio Riva (PSDB) protocolou na Câmara Municipal um projeto de lei com essa finalidade. Se a medida for aprovada, o local poderá ser cercado por grades, como os outros parques da cidade.

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