Guardas florestais estão matando elefantes como forma de protesto no Zimbábue

(Foto: AP)
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Autoridades estão investigando uma grave denúncia no Zimbábue. Depois que 62 elefantes foram encontrados mortos envenenados, o governo acredita que os próprios guardas florestais estejam por trás da atrocidade.

De acordo com a imprensa local, os funcionários do Parque Nacional Hwange estão com seus salários atrasados e podem ter envenenado os animais como forma de protesto. Somente na última semana, 22 elefantes, incluindo filhotes, foram encontrados mortos com cianureto escondido em pedras de sal e laranjas.

Os patrulheiros que trabalham no local são notoriamente mal pagos pelo serviço que desempenham. Muitas vezes eles são forçados a se colocar em situações de risco ao lidar com animais selvagens e combater caçadores fortemente armados.

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Segundo uma fonte interna do parque, os guardas receberam apenas uma parte dos seus salários. Além disso, a gestão não conseguiu organizar suas finanças e diversas bombas de água pelo parque foram desativadas.

“Alguns oficiais estão muito insatisfeitos com suas remunerações. Muitos de nós acreditamos que as mortes dos elefantes estejam ligadas às ações dos guardas ou à sua total omissão em controlar caçadores”, explicou um funcionário que não quis se identificar.

Porta-voz do parque, Caroline Washaya-Moyo disse nesta última segunda-feira (26), funcionários encontraram 22 carcaças de elefantes e posteriormente conseguiram recuperar 35 presas roubadas por caçadores ilegais.

“Estamos criando regras mais rígidas para realizar um controle maior da entrada de substâncias letais no parque. Não podemos continuar perdendo vidas animais em uma velocidade como essa. O número de mortes por cianureto é alarmante. ”, disse Caroline.



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