‘Guardiões do Crivella’ também atuavam na Educação e até em feiras

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The Mayor of the city of Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, talks about the ''lockdown'' during a press conference at the Field Hospital, for the treatment of patients with the corona virus, Covid 19, in Rio Centro, west of the city, on May 12, 2020.  (Photo by Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)
Prefeito do Rio de Janeiro, Marcela Crivella, teve processo de impeachment rejeitado (Foto: Fabio Teixeira/NurPhoto via Getty Images)

O grupo conhecido como “Guardiões do Crivella”, formado por servidores públicos que tentam impedir jornalistas de fazer reportagens críticas ao governo municipal do Rio de Janeiro em frente a hospitais, atuam também na área da Educação. A informação foi revelada pelo jornal O Globo.

Os servidores, que se organizavam por meio de um aplicativo de mensagens, são pagos com dinheiro público para defender a administração do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos). Segundo o jornal o Globo, uma “guardiã do Crivella” estava em grupos de mães de alunos de uma escola municipal.

Daniela Rocha Pinto de Jesus estava no grupo de mensagens da Escola Municipal Eurico Dutra. Segundo o Globo, ela ganha R$ 6,6 mil por mês da prefeitura. Ela teria se infiltrado entre as mães para defender o prefeito.

Ao Globo, a mãe que fundou o grupo, Andreia Cardoso, disse que logo desconfiou de Daniela. “Até fiquei desconfiada dela. Entrou no grupo falando que trabalhava na área da saúde e, depois, saiu dizendo que estava sem tempo. Fomos enganados. A gente só queria que nossos filhos recebessem o que tem direito”, afirmou. As mães se juntaram para lutar pelos direitos dos estudantes.

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Outra área de atuação dos “Guardiões do Crivella” são as feitas de artesanato. Segundo o jornal, funcionários da prefeitura cobram valores de feirantes para que possam participar das feiras Nelson Mandela, em Botafogo, e a da Independência, na Tijuca. Os expositores teriam de pagar R$ 135 por dia para participar.

A prefeitura do Rio de Janeiro não se manifestou sobre o assunto.

O prefeito Marcelo Crivella teve um pedido de impeachment rejeitado, mas uma CPI foi instalada para apurar o caso.

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