Guardiola, Messi, Neymar: veja astros do futebol mundial que já conquistaram medalha de ouro em Olimpíadas

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Apesar de o futebol historicamente não ser um esporte que atribui às Olimpíadas a mesma importância dada por outras modalidades aos Jogos, não são raras as lendas que – seja no início da carreira, ou já com trajetória consagrada – entraram na competição em busca da medalha de ouro. E, por várias vezes, a estratégia das seleções de levar grandes promessas ou medalhões nacionais acabou surtindo efeito: na Rio-2016, Neymar comandou a conquista da primeira medalha de ouro do futebol brasileiro, quatro anos após ter batido na trave, com a prata em Londres-2012. Lendas como Messi, Carlitos Tévez, Pep Guardiola e Eto'o também já conquistaram o título como protagonistas. Relembre algumas destas histórias.

Neymar Jr. (Rio-2016)

Na Rio-2016, o à época astro do Barcelona, Neymar Jr., aos 24 anos, apenas dois anos após o fracasso da Copa do Mundo de 2014, tinha novamente a missão de comandar a Seleção Brasileira rumo a uma conquista – até então inédita – em casa, perante a própria torcida, como referência técnica e de experiência. Na Olimpíada de Londres-2012, o então menino da Vila, aos 20 anos, havia batido na trave, com uma medalha de prata, após doída derrota para o México na final, por 2 a 1.

Em 2016, Neymar despontava como o único astro internacional a participar da competição. A pressão pelo ouro inédito e por uma virada de página após os recentes fracassos da seleção tomaram ainda novos contornos quando, após um início muito ruim, o time conseguiu avançar até a final, onde reencontrou a Alemanha – cenário tido na época como perfeito para buscar uma espécie de redenção após o 7 a 1 da Copa do Mundo, apesar de a equipe europeia ser formada majoritariamente por garotos, quase que em sua totalidade.

Neymar não decepcionou: foi vice-líder da competição com 4 gols, um deles na final contra a Alemanha, em perfeita batida de falta, que ainda bateu no travessão antes de entrar. Na disputa de pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo normal, converteu a cobrança que garantiu a medalha de ouro num Maracanã lotado.

Messi e Riquelme (Pequim-2008)

Na Olimpíada de Pequim-2008, na China, a Argentina, que defendia o ouro olímpico, entrou na competição decidida a levar mais uma vez a medalha para casa, com uma seleção recheada de craques, como um jovem Messi, de 21 anos, o lendário ídolo do Boca Juniors Juan Román Riquelme, o também experiente Javier Mascherano, Angel Di Maria, Kun Aguero e Lavezzi.

Nas semi-finais, o time argentino atropelou o Brasil por 3 a 0, com ótima atuação de Aguero, que marcou dois gols na partida. O terceiro, foi marcado por Riquelme. Ao todo, Di Maria, Lavezzi, Messi e Aguero marcaram dois gols cada na competição. A equipe fez 11 gols em seis jogos. Na final, Di Maria, aos 20 anos, fez o gol que garantiu o ouro contra a Nigéria: 1 a 0.

Carlitos Tévez (Atenas-2004)

Nos Jogos de Atenas-2004, na Grécia, o já ídolo do Boca Juniors Carlitos Tévez, aos 20 anos, chegava com a missão de, lá na frente, comandar o time argentino em busca de um inédito ouro olímpico, numa equipe que também contava com Lucho González e Javier Mascherano.

O atacante, que no ano seguinte seria símbolo da conquista Campeonato Brasileiro do Corinthians, não deixou por menos: foi artilheiro daquela Olimpíada com 8 gols, com direito a um hat-trick contra a Costa Rica na fase de grupos e gols decisivos na semifinal, contra a Itália, vencida por 3 a 0, e, sobretudo, na final, contra o Paraguai, em jogo que terminou 1 a 0 e garantiu a medalha de ouro para a Argentina.

Eto'o (Sidney-2000)

Aos 19 anos, Samuel Eto'o já era tido como um joia e pertencia ao galático Real Madrid, quando desembarcou em Sidney, na Austrália, para tentar o ouro com a seleção de Camarões. O lendário camaronês, que viria a entrar para a história da seleção principal e, principalmente, do Barcelona, ainda não era o centro das atenções e tinha o respaldo de jogadores mais experientes, como Patrick Mboma, dez anos mais velho, e que fez quatro gols naquela competição.

Eto'o, no entanto, apareceu na final. No primeiro tempo, a Espanha, que tinha na equipe Puyol e Xavi – craques que viriam a ser companheiros de time do atacante camaronês anos depois –, abriu 2 a 0 e colocava uma mão na medalha de ouro. No segundo tempo, a história mudou completamente: os Leões Africanos empataram com gols de Amaya e de Samuel Eto'o, em sequência, aos 8 e 13 minutos. A disputa foi para as cobranças de pênaltis, vencidas por Camarões, tendo Eto'o convertido uma delas.

Vexame brasileiro

Camarões, naquele ano, também entrou no caminho do Brasil. A seleção, comandada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, e que tinha Ronaldinho Gaúcho, Alex e o zagueiro Lúcio como destaques, sucumbiu aos africanos nas quartas de final, num vexame histórico, mesmo com dois homens a mais em campo durante toda a prorrogação. Os camaroneses saíram na frente no início do jogo, com gol de Mbomba. Nos acréscimos do jogo, Ronaldinho empatou para o Brasil. Aos 13 minutos da prorrogação, no entanto, M'Bami garantiu a classificação africana.

Okocha (Atlanta-1996)

O nigeriano Jay-Jay Okocha, uma das lendas do futebol africano, foi um dos destaques de sua seleção na conquista do ouro olímpico nos Jogos de Atlanta-1996.

Naquele ano, a Nigéria derrotou na sequência o Brasil de Dida, Roberto Carlos, Juninho Paulista e Ronaldo – comandado por Zagallo –, nas semifinais, por 4 a 3, com gol na prrogação, e, na final, por 3 a 2, a Argentina, que tinha no elenco Javier Zanetti, Pablo Ayala, Hernan Crespo – hoje técnico do São Paulo –, e Marcelo Gallardo – agora treinador multicampeão pelo River Plate.

Okocha marcou dois gols: contra o Japão, na fase de grupos, e contra o México, nas quartas de final, em vitória por 2 a 0.

Pep Guardiola (Barcelona-1992)

Há quase 30 anos, o volante Pep Guardiola, aos 23 anos, já com status de grande jogador do Barcelona, tinha a missão de ser um dos pilares da equipe da Espanha rumo ao ouro em casa na Olimpíada de 1992. Pep, que anos depois se tornaria também um dos técnicos mais cobiçados do mundo, tinha ao lado, no meio-campo, um outro jogador que viria a ser um dos grandes treinadores do futebol europeu – e do Barça –. Luís Henrique, que hoje treina a seleção principal espanhola.

A Espanha venceu a Polônia na final, por 3 a 2, com gol nos acréscimos marcado pelo destaque na competição, o atacante Kiko Narváez. em jogo histórico com 95 mil espectadores no Camp Nou.

Romário, Rivaldo, Pirlo ... lendas ganharam medalha, mas não de ouro

Em Los Angeles-1984, o Brasil conquistou sua primeira medalha na história dos Jogos Olímpicos, de prata, após derrota por 2 a 0 para a França na final. Os destaques do time jogavam atrás: Mauro Galvão e Dunga. Quatro anos depois, no entanto, na Olimpíada de Soul-1988, o Brasil teria uma seleção muito mais forte, com Taffarel no gol, Jorginho, Neto, Careca, e com Romário e Bebeto na frente. Romário foi artilheiro da competição, a seleção tirou Argentina e Alemanha Ocidental, mas acabou perdendo na final, conquistando mais uma prata, após derrota na prorrogação para a extinta União Soviética, de virada, por 2 a 1.

Em Atlanta-1996, uma geração do Brasil com Roberto Carlos, Rivaldo, Ronaldo Fenômeno, Juninho Paulista e Bebeto , conquistou o bronze, após goleada por 5 a 0 aplicada sobre Portugal. Antes, a equipe havia caído para a campea Nigéria, em derrota por 4 a 3, com gol na prorrogação.

O time da Itália que voltou para a casa com medalha de bronze na Olimpíada de Atenas-2004, também tinha nomes que se tornariam muito conhecidos no futebol europeu alguns anos depois, como o lendário meia Andreas Pirlo, camisa 10, e os zagueiros Giorgio Chiellini e Barzagli.

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