Guatemala diz ter 'controlado' entrada de migrantes expulsos de EUA e México

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Nesta foto de arquivo de 18 de agosto de 2021, migrantes chegam a El Ceibo, Guatemala, após terem sido deportados dos Estados Unidos, via México (AFP/Johan ORDONEZ)

O chanceler da Guatemala, Pedro Brolo, assegurou nesta segunda-feira (13) que mantém "controlada" a recepção em seu território de centenas de migrantes centro-americanos deportados dos Estados Unidos, via México, uma situação que provocou uma crise humanitária em agosto.

"Já está bastante coordenada e controlada" a situação na fronteira El Ceibo, localizada em uma região inóspita do departamento de Petén (norte), fronteiriço com o México, declarou Brolo em coletiva de imprensa.

Após a deportação para o México de centenas de guatemaltecos, hondurenhos e salvadorenhos, as autoridades mexicanas começaram há um mês a levar os migrantes a El Ceibo, posto fronteiriço a cerca de 550 km da Cidade da Guatemala e com escassa presença de instituições migratórias e de assistência humanitária.

Brolo explicou que, uma vez que os migrantes, a maioria de Honduras, entram em território guatemalteco, são levados em ônibus até a fronteira hondurenha de Corinto para que não fiquem bloqueados na Guatemala.

"Estamos fazendo esta ponte humanitária para retornar de forma expedida e rápida para evitar que haja população flutuante em El Ceibo", destacou o funcionário, acrescentando que o trabalho é feito em coordenação com o México.

Segundo registros do Instituto Guatemalteco de Migração (IGM), entre 22 de agosto e 12 de setembro, cerca de 6.360 migrantes, quase 4.000 de Honduras, foram deportados pelo México através dessa fronteira.

Brolo acrescentou que as autoridades guatemaltecas também trabalham com os Estados Unidos para a recepção por via aérea na capital de guatemaltecos expulsos. Washington reiterou que expulsará os migrantes que chegarem ilegalmente ao seu território.

"Continuamos trabalhando incansavelmente para retornar de forma rápida os cidadãos estrangeiros que tentam entrar nos Estados Unidos sem a documentação válida ou um pedido legítimo de entrada", informou o embaixador americano na Guatemala, William Popp, presente na conferência.

Milhares de migrantes centro-americanos, sobretudo de Guatemala, Honduras e El Salvador, empreendem a cada ano a perigosa viagem sem documentos para atravessar o México e chegar aos Estados Unidos, fugindo da violência em seus países e em busca de melhores oportunidades econômicas.

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