Guatemala endurece medidas contra coronavírus

Mulheres agitam bandeiras brancas como sinal de que precisam de alimentos, ao longo de uma estrada em Villa Nueva, em 30 de abril de 2020

O presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, endureceu no domingo (10) as medidas contra o novo coronavírus e voltou a proibir a circulação entre diferentes regiões, além de estender o toque de recolher parcial.

O país passou dos mil casos de contágio por coronavírus.

Após um aumento de infecções e diante da "percepção de um certo relaxamento social" em "alguns setores", Giammattei afirmou em rede nacional que, durante a próxima semana, a mobilidade entre os 22 departamentos guatemaltecos será restringida novamente para conter a propagação do vírus.

A restrição foi imposta desde a Semana Santa, em abril passado. No último domingo, foi anulada por ordem de Giammattei, com exceção dos departamentos da Guatemala (centro), Sacatepequez, Chimaltenango (oeste), El Progreso e Zacapa (ambos no leste), que concentram o maior número de casos.

Ontem, a Guatemala registrou 85 novos casos de infecção por COVID-19, o maior número diário desde o primeiro registro, há dois meses.

Com isso, somam-se 1.052 pessoas testadas positivo, incluindo 26 mortos e 110 recuperadas da COVID-19.

O presidente guatemalteco também estendeu por uma semana o toque de recolher em vigor desde 22 de março, aplicado das 18h locais (21h em Brasília) às 4h do dia seguinte (7h em Brasília). Mais de 15.000 pessoas foram presas por violar a ordem.

Em seu pronunciamento, Giammattei alertou sobre o fechamento e as sanções a mercados e shopping centers que não cumprirem as medidas de higiene e de distanciamento social.

Ele acrescentou que outras medidas adotadas desde março para conter a disseminação do vírus permanecerão em vigor, principalmente a proibição de transporte público, eventos multitudinários e o fechamento de fronteiras para estrangeiros.

O uso obrigatório de máscara e a venda restrita de bebidas alcoólicas também continuarão com risco de multas para quem violar a norma do governo.