Guatemala nega acordo com EUA para aumento de tropas nas fronteiras

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Imigrantes hondurenhos, parte de uma caravana que segue para os Estados Unidos, entram em confronto com as forças de segurança guatemaltecas em Vado Hondo, Guatemala, em 17 de janeiro de 2021.

A Guatemala negou, nesta terça-feira (13), ter assinado um acordo com os Estados Unidos para proteger suas fronteiras e conter a migração ilegal, como apontaram autoridades de alto escalão de Washington, que também mencionaram México e Honduras.

“Em relação às declarações feitas recentemente pela porta-voz da Casa Branca, nas quais se afirma que a Guatemala chegou a um acordo com os Estados Unidos para a proteção de fronteiras, esclarecemos que não há documento assinado sobre o assunto”, disse o governo de Alejandro Giammattei em um comunicado.

Na segunda-feira, o assistente especial para imigração do Conselho de Política Nacional da Casa Branca, Tyler Moran, disse que os três países concordaram em aumentar o patrulhamento nas áreas de fronteira.

“Chegamos a acordos para que eles coloquem mais tropas em sua própria fronteira. México, Honduras e Guatemala concordaram em fazer isso”, afirmou à MSNBC.

As alegações foram apoiadas pela porta-voz de Biden, Jen Psaki, que em uma entrevista coletiva observou que o "compromisso" de aumentar os controles surgiu durante as recentes e "prolongadas" discussões bilaterais.

Segundo Psaki, o México decidiu manter 10.000 soldados em sua fronteira sul, o que "resultou no dobro das interdições diárias de migrantes", enquanto a Guatemala enviou 1.500 policiais e militares para sua fronteira com Honduras.

“Os 1.500 elementos das forças de segurança mencionados nas declarações [de Psaki] correspondem ao desdobramento específico que a Guatemala anunciou antes da chegada de fluxos massivos de pessoas com características de migrantes, em janeiro deste ano”, precisou o comunicado.

Na segunda-feira, México e Tegucigalpa esclareceram que os dois países mantêm suas próprias ações de controle de imigração.

No caso do México, o governo afirmou que "manterá o desdobramento já existente das Forças Federais em sua área de fronteira", enquanto o chanceler hondurenho, Lisandro Rosales, acrescentou que "não há compromisso" com Washington de colocar militares pessoal nas fronteiras.

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