Guatemala prolonga toque de recolher e restrições na luta contra COVID-19

Profissional da saúde coleta amostrar para teste de COVID-19 de uma vendedora na feira de La Terminal, na Cidade da Guatemala, em 21 de maio de 2020

O presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, estendeu por mais uma semana neste domingo (24) o toque de recolher em vigor no território, assim como a proibição de mobilidade entre as províncias.

O objetivo é conter a pandemia do novo coronavírus, que totaliza 3.424 casos e 58 mortes no país.

Em um pronunciamento em rede nacional, Giammattei informou que, entre as próximas segunda e sexta-feiras, o toque de recolher parcial continuará sendo aplicado das 17h locais (20h no horário de Brasília) às 5h (8h em Brasília). Também estão mantidas as restrições de circulação entre os 22 departamentos no horário permitido para mobilização.

Ele explicou que, entre as 17h de 29 de maio e as 5h de 1º de junho, ficará em vigor o confinamento total, semelhante ao declarado pela primeira vez no fim de semana após o disparo no número de infecções diárias.

Neste domingo, Giammattei anunciou que 370 infecções por COVID-19 foram notificadas nas últimas 24 horas, o maior número já registrado em um único dia desde que o primeiro caso da doença surgiu há mais de dois meses no país.

No sábado, organizações sociais e de direitos humanos exigiram de Giammattei mais ações para melhorar o sistema de saúde. Também exigem a demissão do ministro da Saúde, Hugo Monroy, acusado de deficiências na estratégia para lidar com a doença.

Em sua mensagem, o presidente guatemalteco acrescentou que uma comissão especial começará a funcionar esta semana para dar seguimento aos planos de combate ao coronavírus.

Desde março, a Guatemala mantém várias medidas drásticas para tentar controlar o vírus, como toque de recolher em horários variados, fechamento das fronteiras para estrangeiros, assim como a proibição de grandes eventos e da circulação de transportes públicos.