Guedes diz medidas defendidas por economistas e empresários já são adotadas pelo governo

Manoel Ventura
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BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou publicamente pela primeira vez a carta de alerta em que mais de 500 empresários e economistas alertam em relação ao agravamento da pandemia no Brasil nas quais cobram vacinação e distanciamento social como medidas de combate à Covid-19. O ministro afirmou que as medidas sugeridas já são adotadas elo governo.

Intitulado “O País exige respeito; a vida necessita da ciência e do bom governo — carta aberta à sociedade referente a medidas de combate à pandemia”, o documento lembra que o Brasil é, hoje, o epicentro mundial da Covid-19 e reforça a necessidade de que as políticas públicas se baseiem em evidências cientificas.

— As medidas propostas: vamos acelerar a vacina. Ora, estamos todos de acordo e parece que vamos acelerar. Se não aceleramos antes, pode ter havido uma falha, mas como é outra área, não vou nem comentar. O que eu digo é que vamos acelerar as vacinas, estamos todos de acordo com os economistas — disse o ministro, ao participar de audiência no Senado.

Os economistas que assinam a carta afirmam que a saída da crise requer vacinação em massa e que infelizmente o Brasil está atrasado. O documento também cobra o reforço urgente de medias de distanciamento social enquanto se busca aumentar o número de doses de vacina disponíveis e pedem o incentivo ao uso de máscaras.

— Vamos usar máscara e difundir essa prática. Bom, os senhores sempre me viram de máscara, estou há um ano andando de máscara para todo lado. Então, eu, do ponto de vista dos economistas, estou lá também usando máscara com os economistas. Distanciamento social, estou há um ano sem ir ao Rio de Janeiro, que é a minha cidade. Eu não vejo a minha casa há um ano, estou aqui em Brasília trabalhando 24 horas por dia e fim de semana, tentando fazer a minha parte — acrescentou Guedes.

A carta reforça que medidas como auxilio emergencial se fazem necessária”. Nesse ponto, Guedes disse que liberou o auxílio, que começará a ser pago apenas em abril. Os economistas também pedem coordenação para superar a crise. Guedes afirmou que o presidente Jair Bolsonaro convocou governadores para liberar os recurso, no ano passado.

Entre os signatários do documento estão os ex-ministros da Fazenda Marcílio Marques Moreira, Pedro Malan, Maílson da Nóbrega e Rubens Ricupero; os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Pedro Malan, Ilan Goldfajn, Gustavo Loyola, Pérsio Arida e Afonso Celso Pastore; os copresidentes do Conselho de Administração do Itaú Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles; o presidente do Credit Suisse, José Olympio Pereira; o presidente do Conselho de Administração da BRF, Pedro Parente, e o ex-economista-chefe do Bradesco Octavio de Barros.