Guedes diz que informais terão programa de bônus de inclusão de produtividade em breve

Fernanda Trisotto
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BRASÍLIA – O ministro Paulo Guedes declarou que, em breve, o governo vai lançar "em breve" uma ação voltada para os trabalhadores invisíveis, com foco em auxiliar os informais a recuperarem espaço no mercado de trabalho.

— A medida em que a economia se recupera, os invisíveis voltam ao trabalho e nós vamos ajudá-los com programas específicos, o que nós chamamos de Carteira Verde e Amarela digital. Nós vamos ajudar esses caras a se recuperar, vamos dar a eles o direito de trabalhar, porque hoje eles são invisíveis – declarou o ministro durante o ITAU LatAM 2021 nesta terça-feira.

De acordo com o ministro, essa ação é possível porque os cadastros de informais que receberam o auxílio emergencial em 2020 permitiram que o governo identificasse o perfil dessas pessoas e customizasse ações específicas para este público. A ideia é criar um “bônus de inclusão de produtividade”.

— Não é apenas assistência social, com inclusão social. Esses caras podem voltar ao trabalho e nós vamos ajudá-los a voltar ao trabalho e fazer um programa não só de inclusão social, mas, principalmente, de inclusão de produtividade social – afirmou.

Ele disse que o programa será anunciado em breve, mas não precisou uma data.

Redução do auxílio emergencial

Guedes também ressaltou que é importante diferenciar medidas emergenciais, como o caso do auxílio, de ações de transferência de renda. Ele frisou que o desenho do auxílio foi feito como uma resposta à pandemia e que a ideia sempre foi a de promover uma redução gradual no valor do benefício.

A primeira fase do auxílio emergencial pagou cinco parcelas de R$ 600 e a segunda, quatro de R$ 300. Para a reedição do programa, os valores são variáveis e serão pagos em quatro parcelas: o benefício médio é de R$ 250, mas pessoas que moram sozinhas receberão R$ 150 enquanto mulheres chefes de família, R$ 375.

— Nós sempre tivemos a ideia de diminuir lentamente e focalizar. Eventualmente nós vamos chegar a uma ferramenta totalmente diferente, que é o que tivemos no passado, uma família de programas de assistência social – declarou, lembrando que o país tem uma longa tradição de sucesso a área.

— Primeiro era o Bolsa Escola, aí se tornou o Bolsa Família e agora nós vamos levar para o Renda Brasil, que é um tipo de renda básica para as famílias brasileiras – afirmou, e acrescentou que o compromisso é oferecer uma ação de transferência de renda, mas sustentável e permanente.