Guedes diz que não quer a ‘chinesada’ entrando no país e quebrando fábricas

Guedes diz que não quer a ‘chinesada’ entrando no país e quebrando fábricas
Guedes diz que não quer a ‘chinesada’ entrando no país e quebrando fábricas
  • A declaração foi dada nesta sexta-feira (26) durante o evento de Cotrijal, em Passo Fundo (RS);

  • De acordo com Guedes, o plano da equipe econômica é acabar com o IPI

  • Ele também voltou a se comprometer a manter o Auxílio Brasil em R$ 600.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que não quer a “chinesada” no país para construir a indústria nacional. A declaração foi dada nesta sexta-feira (26) durante o evento de Cotrijal, em Passo Fundo (RS). De acordo com o ministro, o plano da equipe econômica é acabar com o IPI para tornar o setor mais competitivo.

“Não queremos uma 'chinesada' aqui quebrando nossas fábricas. Queremos uma coisa moderada. Baixei o IPI em 35%. Vamos acabar com o IPI. O IPI é um imposto de desindustrialização em massa. Está destruindo o Brasil há 40 anos. É ridículo é patético, está errado. É um imposto pago antes de ter renda”, disse o ministro.

Na opinião de Guedes, o governo está comprometido em reduzir os impostos, abrir a economia e gerar mais empregos. O chefe da equipe econômica também voltou a se comprometer a manter o Auxílio Brasil em R$ 600.

"Vamos manter o Auxílio Brasil em R$ 600 com a aprovação da reforma tributária, tributando dividendos. Se ganharmos a eleição, aprovaremos a tributação de dividendos no dia seguinte no Senado", disse Guedes

No mesmo evento, Guedes comparou a situação econômica do país com baile funk

Para ele, os Estados Unidos e a Europa passam por dificuldades depois da pandemia ter quebrado as cadeias logísticas do países. O Brasil se encontraria na situação oposta, aparecendo "sóbrio" no fim da festa da globalização.

"O Brasil está voltando da clínica de reabilitação quando está acabando o baile funk, [são] 3 da manhã, todo mundo [está] bêbado e a polícia chegou", disse. "O mundo está nessa situação depois de 20, 30 anos de ganhos da globalização, agora começa o refluxo", argumentou o ministro.