Guedes diz que nunca xingou servidores públicos e pede apoio para reforma administrativa

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BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira que nunca xingou servidores públicos e pediu apoio deles para aprovação da reforma administrativa, que muda as regras do funcionalismo.

Guedes participou de evento organizado pela Corregedoria do Ministério da Economia. Ele citou um episódio do início de 2020, quando usou a palavra “parasita” ao falar de servidores públicos.

— Eu nunca xinguei (servidores). A minha mãe é funcionária pública, está viva ainda com 99 anos, foi funcionária pública a vida toda, dedicada, uma boa servidora. Eu estou experimentando aqui o convívio aqui com gente extraordinária — disse Guedes.

Em sua fala nesta quarta, o ministro afirmou que foi tirado de contexto e que se referia a estados e municípios em casos extremos, quando toda a receita vai para salários, e não para saúde, educação e segurança.

— Não acreditem nas versões editadas do que eu falo — pediu Guedes, acrescentando:

— Eu estava fazendo um discurso sobre a necessidade de controlar os gastos das unidades subfederativas. Tem centenas de municípios que não conseguem pagar a própria folha. Eu disse: “olha, isso é como se fosse uma unidade que está ficando parasitária”. Aí na mesma hora falaram que estava xingando funcionários públicos.

Guedes pediu ainda apoio dos funcionários públicos para aprovação da reforma administrativa proposta pelo governo e parada na Câmara.

— Eu peço apoio do nosso funcionalismo, porque estamos falando de modernização do serviço público, digitalização, maior produtividade e meritocracia.

O ministro lembrou que a reforma não mexe com os atuais servidores e disse que a proposta valoriza o funcionalismo.

— Nós propusemos uma reforma administrativa onde nós não iríamos atingir nenhum direito do funcionalismo público atual. Nós só estávamos criando um filtro para valorizar o funcionalismo atual. Dizendo: “agora não é só fazer um concurso público e ganhou estabilidade, você vai ser avaliado para então merecer a estabilidade de emprego que os cargos atuais já têm e continuarão tendo”.

Guedes também disse que o papel do Estado é cuidar das pessoas e não produzir petróleo com lucro que pode ser considerado alto. Nos últimos dias, têm sido recorrentes dentro do governo as críticas aos lucros da Petrobras por conta do preço dos combustíveis. O próprio presidente Jair Bolsonaro vocalizou essa reclamação.

— Nós estamos aqui para cuidar da população brasileira e não tentar fazer chapa de aço com prejuízo, petróleo com lucro que às vezes, até o mercado, todo mundo reclama que até é excessivo, pela concentração e verticalização do mercado. Estamos aqui para oferecer serviços públicos de qualidade para a população brasileira — disse Guedes.

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