Guedes diz que reeleição é motivo de fixação e maior erro político do país

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  07-09-2021, 12h00: Os ministros Paulo Guedes (E) (economia), Milton Ribeiro (C) (educação) e Braga Netto (D) (Defesa). O presidente Jair Bolsonaro chega em carro aberto, dirigido pelo piloto Nelson Piquet, para a cerimônia de hasteamento da bandeira no palacio da alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 07-09-2021, 12h00: Os ministros Paulo Guedes (E) (economia), Milton Ribeiro (C) (educação) e Braga Netto (D) (Defesa). O presidente Jair Bolsonaro chega em carro aberto, dirigido pelo piloto Nelson Piquet, para a cerimônia de hasteamento da bandeira no palacio da alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou nesta quarta-feira (15) que o maior erro político que já aconteceu no Brasil foi autorizar a reeleição. Segundo ele, há uma fixação constante na recondução dos mandatos.

Guedes vem trabalhando em negociações para viabilizar uma abertura no Orçamento de 2022 e turbinar o programa do Bolsa Família, uma das principais apostas para incrementar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro no ano eleitoral.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em maio, o ministro indicou que buscaria pautas positivas para a reeleição do presidente. "Agora vem eleição? Nós vamos para o ataque", disse na ocasião.

Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta, Guedes fez críticas ao mecanismo da reeleição.

"Eu considero que foi o maior erro político que já aconteceu no país", disse.

A emenda constitucional para permitir a reeleição de prefeitos, governadores e presidente foi aprovada pela Câmara em 25 de fevereiro de 1997, após uma série de articulações iniciadas em 1995, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"Quando foi criada a emenda de reeleição, no primeiro ano todo mundo fala que podemos fazer alguma coisa, no segundo ano tem eleição municipal, no terceiro ano 'tem que fazer tudo agora porque o quarto ano é de eleição e não dá tempo', no quarto ano é de eleição. Então, fica quase uma fixação de reeleição o tempo inteiro", disse o ministro.

Em setembro de 2020, FHC fez um mea-culpa e disse ter sido um erro a instituição da reeleição no Brasil. Ele foi o primeiro presidente reeleito no país.

"Devo reconhecer que historicamente foi um erro: se quatro anos são insuficientes e seis parecem ser muito tempo, em vez de pedir que no quarto ano o eleitorado dê um voto de tipo 'plebiscitário', seria preferível termos um mandato de cinco anos e ponto final", afirmou na ocasião, em artigo publicado em jornais.

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