Guedes diz que spread bancário é ‘absurdo’ e defende competição

Manoel Ventura, Marcello Corrêa e Renata Vieira
Notas de real: spread bancário é injusto, diz ministro.

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu aumentar a competição no sistema bancário para reduzir o spread, a diferença entre a taxa básica de juros da economia e o custo final do crédito para pessoas físicas e jurídicas. A Selic vai fechar o ano em 4,5%, a menor taxa da História. Por outro lado, o spread não recua no mesmo ritmo e continua a ser um dos mais altos do mundo.— Bancos, competição. Competição para derrubar esse spread. O spread é absurdo. Está errado — disse Guedes, ao fazer um balanço de 2019, o primeiro ano de governo.

Veja:Dez milhões de pessoas ainda não sacaram cotas do PIS/Pasep. Saiba como resgatarO governo tem tentado reduzir a taxa de juros para o consumidor, principalmente para pessoas físicas e pequenos empresários. O Banco Central fixar um teto de 8% ao mês para os juros do cheque especial e estuda fazer o mesmo com o rotativo do cartão de crédito Também prepara medidas para ampliar o microcrédito.— Zereta para o campeão nacional. O negócio é o microcrédito — disse o ministro, citando a política de empréstimos do BNDES durante os governos do PT, voltados para grandes empresas.

FGTS: saque adicional de recursos vai beneficiar 10,1 milhões de pessoas com R$ 2,6 bi até o NatalGuedes também lembrou que a Caixa Econômica Federal passou a oferecer uma linha de crédito imobiliário indexado pela inflação medida pelo IPCA.— Inovamos na Caixa Econômica Federal. Criamos a indexação (do crédito) pelo IPCA. Se o banco é público, não precisa otimizar o lucro. O crédito imobiliário está bombando — completou.