Guedes nega cortes no Farmácia Popular e defende Auxílio de R$ 600 em 2023

Paulo Guedes nega cortes no Farmácia Popular e defende Auxílio de R$ 600 em 2023
Paulo Guedes nega cortes no Farmácia Popular e defende Auxílio de R$ 600 em 2023
  • Paulo Guedes voltou a se posicionar a favor da manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600;

  • Ele também ressaltou que os possíveis cortes no programa Farmácia Popular podem ser revistos;

  • O programa perderia 60% do orçamento atual.

Em declaração feita durante o Prêmio Personalidade do Ano de 2022, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a se posicionar a favor da manutenção do Auxílio Brasil em R$ 600 para 2023. Além disso, Guedes também ressaltou que os possíveis cortes no programa Farmácia Popular podem ser revistos.

"O Auxílio, nós tínhamos um espaço dentro do teto, desenhamos o Auxílio até o fim do ano, mas já com o compromisso de que, assim passada a eleição, nós já termos a fonte de recursos para fazer a prorrogação. A política ainda está se encaixando no Orçamento. É claro que o Auxílio Brasil tem que continuar em R$ 600. É a vontade da política, é a rede de proteção social. Da mesma forma o Farmácia Popular. O presidente garante que a Farmácia Popular vai seguir. É só um desencaixe temporário", afirmou.

Guedes alega que a discussão do Orçamento para 2023 ainda tem processo político em andamento. O ministro ainda afirma que Bolsonaro poderia fazer uma mensagem presidencial após as eleições para modificar a previsão de gastos.

"A política tem as RP9 [como são conhecidas as emendas do relator], ela [a política] está olhando para algumas prioridades. Como o Orçamento é limitado, ela comprime o Orçamento. Aí o presidente mesmo me liga e diz, ‘precisamos arrumar esse espaço’. Esse espaço vai ser aberto com uma mensagem presidencial para reelaborar o Orçamento no primeiro dia após as eleições. Esse encaixe será feito e é a garantia do presidente da República", declarou.

Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, o corte vai reduzir a verba do Farmácia Popular em R$ 1,2 bilhão a para o ano do quem vem, com orçamento sendo reduzido de R$ 2,04 bilhões para R$ 804 milhões. A perda de 60% dos investimentos iria afetar o acesso da população de baixa renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica.