Guedes sinaliza mudança em taxação de dividendos para 'não mexer com dentista e médico'

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BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que pode subir a faixa de isenção da taxação de dividendos prevista na reforma do Imposto de Renda para não mexer com “dentista, médico, profissional liberal”. Essas categorias seriam afetadas com a cobrança de imposto sobre dividendos e pressionam por mudanças na proposta apresentada pelo governo ao Congresso.

— Quero agradecer o apoio de todo mundo que está nos ajudando, levando sugestões, dizendo "ó cuidado que isso aqui isso é errado". Eu começo as conversas sempre muito francamente, e falo: pessoal pago 20% do dividendo. “Ah não, mas vai pegar os profissionais liberais”. Isenção até R$ 20 mil, pronto. Se precisar até subir um pouquinho, sobe mais um pouco — disse o ministro, em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A reforma em discussão na Câmara prevê uma taxa de 20% sobre dividendos, mas estabelece uma faixa de isenção de R$ 20 mil mensais. Essa faixa é voltada exclusivamente para empresas pequenas e médias, como as do Simples e do MEI.

Profissionais como médicos e advogados costumam receber seus vencimentos por meio de dividendos, que são isentos desde 1995. Por isso, a sua taxação afeta essas categorias.

— Não quero mexer com dentista, médico, profissional liberal, não é isso. Não queremos atingir a classe média, nada disso. Queremos tributar os mais afluentes e desonerar as empresas e os assalariados — disse Guedes.

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