Guedes vê dívida pública em 85% do PIB no final do ano

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Ministro da Economia, Paulo Guedes, fala durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira que a dívida pública fechará este ano próxima a 85% do PIB, em meio a uma melhora da arrecadação e à aceleração da atividade, e reiterou que o governo poderá estender o auxílio emergencial pago a vulneráveis durante a pandemia da Covid-19.

"Este ano (a relação dívida/PIB) deve cair para 85% ao final do ano, exatamente porque seguimos com a desalavancagem dos bancos públicos e o desinvestimento das empresas estatais. Essa transformação do Estado brasileiro prossegue", afirmou Guedes durante participação no evento Fórum de Investimentos Brasil 2021, promovido pelo governo.

Em abril, a dívida pública bruta caiu a 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB), nível mais baixo desde julho do ano passado, ante 88,9% no mês anterior. O recuo de 2,2 pontos percentuais foi o mais acentuado na comparação mensal desde dezembro de 2010, segundo dados da Refinitiv.

O ministro voltou a expressar otimismo com o desempenho da economia doméstica, destacando que as projeções do mercado para o crescimento do PIB neste ano estão sendo revistas para patamares bem superiores à estimativa oficial do governo de 3,5%. Ele também chamou atenção para os resultados recordes da arrecadação de receitas federais nos meses recentes, o que seria uma indicação da forte atividade.

Com a retomada e o avanço da agenda de reformas no Congresso, com destaque para as reformas tributária e administrativa, Guedes disse que sua expectativa é que o Brasil se tornará "a maior fronteira de investimentos internacionais do mundo".

Ele repetiu, ainda, que se necessário o governo está disposto a estender o auxílio emergencial a vulneráveis, inicialmente previsto para ser pago em quatro parcelas neste ano, frisando que isso seria feito com responsabilidade fiscal.

"Estamos atentos à pandemia, podemos estender o auxílio emergencial se a pandemia resistir ao nosso programa de vacinação em massa, mas sabemos também que temos de manter o compromisso fiscal, apenas os gastos relacionados à pandemia estarão fora do teto de gastos", disse o ministro.

(Por Isabel Versiani)

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