Guedes volta a prometer ampliação do corte de IPI, de 25% para 35%

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Ministro da Economia, Paulo Guedes,
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BRASÍLIA (Reuters) - O governo brasileiro fará mais uma rodada de redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ampliando o corte de 25% para 35%, disse nesta quarta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, após promessas e recuos anteriores sobre a adoção da medida.

Em evento promovido pela Receita Federal, Guedes disse que o Executivo está buscando transformar o alto volume de arrecadação em redução de tributos.

“Acabamos de reduzir em 25% e vamos para mais uma rodada, baixando para 35% a queda do IPI”, afirmou.

A discussão sobre o corte do IPI envolve uma disputa com parlamentares que defendem a Zona Franca de Manaus. Como empresas instaladas na região são isentas de IPI e geram créditos sobre esse tributo, um corte de alíquotas torna a atividade na Zona Franca menos atrativa.

Por isso, ao elaborar a ampliação do corte, o governo chegou a criar o esboço de uma lista de exceção com produtos mais relevantes para a Zona Franca. Ainda assim, a medida travou nas discussões internas do Executivo.

Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o governo ainda tentava implementar uma segunda redução do IPI. Naquele momento, estava em avaliação promover um corte de 33% no imposto.

No evento, o ministro voltou a dizer que o Brasil tem uma oportunidade histórica de inserção nas cadeias de valor diante do redesenho das redes globais com a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia.

De acordo com o ministro, o novo cenário beneficia países que são institucionalmente confiáveis e que estão próximos das nações ocidentais.

“Se o Brasil está perto e é confiável, precisamos fazer nossa reforma tributária, queremos acesso à OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)”, disse.

O ministro defendeu o projeto apresentado pelo governo para cortar Imposto de Renda de empresas e criar tributação sobre dividendos. A medida travou durante a tramitação no Congresso e não saiu do papel.

(Por Bernardo Caram)

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