Guerra faz disparar venda de antidepressivos na Rússia

Vasilina, uma jovem estudante de informática em Moscovo, é uma das muitas pessoas a engrossar as estatísticas de consumo de antidepressivos na Rússia. Segundo um estudo divulgado pela agência TASS, as vendas deste tipo de medicamentos aumentaram 70% nos primeiros nove meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, o que coincide com a eclosão da guerra na Ucrânia.

"Durnte dois meses (depois do anúncio do início da guerra), deixei de sair de casa e deixei de ter forças para fazer o que quer que fosse. Nem era tanto um problema de força, era um problema de vontade, porque deixamos de ver sequer uma razão para fazer alguma coisa", conta a jovem.

Durante dois meses, deixei de sair de casa e deixei de ter forças para fazer o que quer que fosse.

A guerra e todos os efeitos colaterais estão a fazer os russos pagar um preço elevado em termos de saúde mental. Segundo os psiquiatras, este não é só um problema de consumo de medicamentos. Uma vez que os antidepressivos se vendem só com receita médica, o maior consumo significa um real aumento nos casos de depressão e perturbações de ansiedade.