Guerra na Ucrânia: Mais de mil soldados que se renderam em Mariupol são enviados para investigação na Rússia

Mais de mil soldados ucranianos que se renderam na cidade de Mariupol, na Ucrânia, foram transferidos para a Rússia e serão submetidos a uma investigação. A informação foi confirmada pela Agência de notícias Tass nesta terça-feira, citando uma autoridade russa como fonte.

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Conforme a agência Reuters, caso seja confirmada, a notícia pode minar negociações para o fim do conflito entre os dois países. Kiev quer que cerca de 2 mil militares que estavam na siderúrgica Azovstal e se renderam sejam libertados em troca de prisioneiros russos, mas Moscou exigiu que alguns dos soldados sejam julgados.

"Mais de mil pessoas de Azovstal foram trazidas para a Rússia. Órgãos policiais estão trabalhando de perto com eles", informou a Tass, sem dar detalhes sobre o que deve ocorrer em seguida.

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O Exército russo anunciou no dia 20 de maio a "liberação total" de Mariupol. O desfecho ocorreu quase um mês depois de o presidente russo, Vladimir Putin, reivindicar vitória na cidade e ordenar o cerco no local.

O imenso complexo siderúrgico, com seu labirinto de galerias subterrâneas construídas no período soviético, era o último foco de resistência ucraniana na cidade portuária estratégica do Sudeste da Ucrânia, bombardeada sem trégua pelos russos. As rendições ocorreram após um acordo para que todos deixassem o local e encerrassem um dos mais longos cercos armados desde o início da invasão da Rússia à Ucrânia, em fevereiro.

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A extensa rede de túneis também abrigou centenas de civis durante as etapas mais violentas da ofensiva. Eles conseguiram ser retirados com a ajuda da Cruz Vermelha e da ONU, além da suspensão esporádica dos ataques para a criação de corredores de fuga.

Inicialmente, os soldados ucranianos foram levados para áreas controladas por forças pró-Moscou e órgãos internacionais fizeram um apelo para que as convenções internacionais sobre o tratamento de prisioneiros de guerra fossem cumpridas. Na época, a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereshchuk, também afirmou que todos os combatentes seriam trocados por prisioneiros russos e "em breve" estariam a caminho de casa.

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