Guerra na Ucrânia: russos anunciam queda de Mariupol e Donbass segue sob forte ataque

O complexo siderúrgico de Azovstal, em Mariupol, último reduto de resistência ucraniana neste porto estratégico no Mar de Azov, passou ao controle russo na noite desta sexta-feira (20), enquanto no Donbass, mais ao norte do país, a artilharia de Moscou atingiu as posições de Kiev.

Na noite desta sexta-feira, o porta-voz do Ministério da Defesa russo afirmou que o complexo siderúrgico havia “passado para o controle total das forças armadas russas”, após a rendição dos últimos soldados ucranianos, e que a notícia havia sido repassada ao presidente Vladimir Putin.

Imagens divulgadas por Moscou mostraram grupos de homens em equipamentos de combate saindo da siderúrgica, alguns com muletas ou bandagens, após uma longa batalha que se tornou um símbolo da resistência ucraniana à invasão russa.

"O alto comando militar deu a ordem de salvar a vida dos soldados de nossa guarnição e parar de defender a cidade", disse em um vídeo no Telegram o comandante do regimento Denys Prokopenko, com um grande curativo no braço direito, e no que parecia ser uma sala subterrânea. Kiev rejeita o termo rendição, e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky refere-se à operação como "o resgate de nossos heróis".

Os militares russos divulgaram imagens na noite de sexta-feira que disseram ser de combatentes ucranianos desarmados agora sob poder dos soldados russos. A Ucrânia espera trocar prisioneiros de guerra, mas a Rússia deixou claro, visando implicitamente o regimento Azov, que considera alguns deles como combatentes "neonazistas".

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha instou os dois lados a conceder acesso a prisioneiros de guerra e a civis, "onde quer que estejam detidos".

Doze mil investigações de crimes de guerra


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