Guerra na Ucrânia: pacientes com doenças crônicas ficam sem assistência médica

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Logo da Organização Mundial de Saúde (ONU) (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)
Logo da Organização Mundial de Saúde (ONU) na entrada do prédio da instituição em Geneva, na Suíça (Foto: REUTERS/Denis Balibouse)

Uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que pacientes com doenças crônicas na Ucrânia não conseguiram assistência médica devido à guerra com a Rússia, que completa dois meses no próximo domingo (24). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (22) pela CNN Brasil.

Segundo a organização, dos 1.000 domicílios que responderam até o momento, 1 em cada 3, ou seja, 30% daqueles que conta com pelo menos uma pessoa com doença crônica, relatou dificuldades no acesso aos cuidados para essas condições.

A pesquisa também mostra que 2 em cada 5 domicílios (39%) têm pelo menos um morador com uma doença crônica, como doenças cardiovasculares, diabetes ou câncer.

“Dois meses de guerra, nossas descobertas mostram a necessidade urgente de apoio contínuo ao sistema de saúde na Ucrânia”, disse Jarno Habicht, representante da OMS e chefe do escritório da OMS na Ucrânia.

Ainda segundo a pesquisa, menos de um terço dos entrevistados buscou os serviços de saúde nas últimas semanas. Desses, 39% citaram a situação de segurança como o principal motivo, enquanto 27% relataram que nenhum serviço de saúde estava disponível em sua região.

Acessos aos cuidados reprodutivos, maternos e pré-natais, bem como a atenção à saúde mental, também foram severamente impactados devido a preocupações de segurança, mobilidade restrita, quebra nas cadeias de suprimentos e deslocamentos em massa.

Entrega de suplementos

Segundo a OMS, nas últimas oito semanas foram entregues suprimentos, insumos e medicamentos a quase 7,5 milhões de pessoas através de parcerias com o Ministério da Saúde ucraniano, instituições de saúde ucranianas, além de doadores.

“Como agência de saúde das Nações Unidas, a OMS está em uma posição única para dialogar com todas as partes para pressionar e garantir a passagem segura de suprimentos médicos e de saúde críticos em todo o país”, explicou Hans Henri P. Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

A partir da colaboração com órgãos internacionais, a OMS conseguiu fornecer suprimentos médicos e de emergência especializados, implantar equipes médicas em áreas de difícil acesso e ajudar a minimizar interrupções em serviços críticos, incluindo tratamentos para HIV, tuberculose e diabetes, imunizações de rotina e apoio à saúde mental.

Segundo o diretor da organização, há constante contato com o ministro da Saúde ucraniano para criar estratégias que garantam a melhoria na prestação de serviços.

“Através de nosso escritório regional e escritórios nos países, estamos constantemente em contato com o ministro da Saúde, Viktor Liashko, e as autoridades de saúde ucranianas, criando estratégias coletivas para garantir da melhor maneira possível que os prestadores e instalações de saúde possam continuar funcionando”, completou.

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