Guia da sétima etapa do mundial de surfe: El Salvador

A sétima etapa do circuito mundial de surfe começa neste domingo, em El Salvador, nas longas direitas de Punta Roca, na pequena cidade de La Libertad. Será a estreia do pequeno país da América Central na elite do circuito - etapas da divisão de acesso já foram disputadas lá. A briga por uma lugar entre os cinco primeiros do ranking, que se classificam para a disputa do título mundial em setembro, se afunila, e tem como destaque a ausência de John John Florence.

Bicampeão mundial, o havaiano, número 3 do ranking, machucou o joelho esquerdo durante os treinos para a etapa anterior, na Indonésia. Ele anunciou que ficaria fora apenas do campeonato em El Salvador, mas com o evento em Saquarema começando em menos de duas semanas, fica a dúvida se ele poderá competir no Brasil.

Este será o segundo campeonato após o corte no meio do ano promovido pela World Surf League (WSL), que reduziu os competidores de 36 para 24 (no masculino) e 18 para 12 (no feminino). No total, o circuito tem 10 etapas, e em setembro será realizado o WSL Finals, com os cinco primeiros do ranking decidindo o título mundial.

O palco: Punta Roca, em La Libertad, é conhecida por suas longas e perfeitas direitas, que quebram sobre um fundo de pedras. O pico faz sua estreia no CT, a elite do circuito, mas já recebeu etapas do Qualifying Series, a divisão de acesso. Tatiana Weston-Webb, Caio Ibelli e Miguel Pupo são alguns dos poucos surfistas que já competiram no local.

Fuso horário: El Salvador está três horas atrás do Brasil. Sem sofrimento de passar a madrugada acordado para ver as baterias, portanto. As chamadas iniciais devem acontecer por volta das 4h30 (de Brasília).

Formato: a primeira fase é disputada em baterias de três surfistas, com o primeiro avançando às oitavas de final (no masculino) ou quartas (no feminino); os dois perdedores de cada bateria precisam disputar uma repescagem para seguir adiante. A partir daí, o evento é disputado em baterias com apenas dois competidores.

Favoritos: Líder do ranking e embalado pelo bom desempenho na Indonésia, onde foi vice. Filipe Toledo tem um surfe veloz e moderno que deve se encaixar perfeitamente nas ondas de alta performance de Punta Roca. Gabriel Medina mostrou, em G-Land, que não voltou ao tour para brincar e deve buscar um bom resultado. Nomes como Kanoa Igarashi e Ethan Ewing também podem fazer bonito em Punta Roca, assim como o sul-africano Jordy Smith, acostumado às longas direitas de Jeffreys Bay (na África do Sul) e que chegou cedo para treinar em El Salvador. No feminino, Stephanie Gilmore, que sempre se destaca nas direitas da Gold Coast australiana, pode se sentir em casa em Punta Roca.

Transmissão: Globoplay, SporTV (a partir das quartas de final) e site da WSL

Confira as baterias do masculino:

1: Ethan Ewing (AUS), Jordy Smith (AFS), Jackson Baker (AUS)

2: Kanoa Igarashi (JAPN), Connor O’Leary (AUS), Yago Dora (BRA)

3: Jack Robinson (AUS), Kelly Slater (EUA), Carlos Munoz (CRI)

4: Filipe Toledo (BRA), Samuel Pupo (BRA), Bryan Perez (ESA)

5: Italo Ferreira (BRA), Kolohe Andino (EUA), Jake Marshall (EUA)

6: Griffin Colapinto (EUA), Caio Ibelli (BRA), Jadson Andre (BRA)

7: Gabriel Medina (BRA), Callum Robson (AUS), Matthew McGillivray (AFS)

8: Miguel Pupo (BRA), Barron Mamiya (HAV), Nat Young (EUA)

Confira as baterias do feminino:

1: Tatiana Weston-Webb (BRA), Lakey Peterson (EUA), Gabriela Bryan (HAV)

2: Carissa Moore (HAV), Courtney Conlogue (EUA), Tia Blanco (EUA)

3: Brisa Hennessy (CRI), Isabella Nichols (AUS), Caroline Marks (EUA)

4: Johanne Defay (FRA), Stephanie Gilmore (AUS), Sally Fitzgibbons (AUS)

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