Guia supremo iraniano ironiza eleição presidencial nos EUA: 'Uma situação digna de ver!'

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O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ironiza as eleições americanas
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ironiza as eleições americanas

O supremo guia iraniano zombou nesta quinta-feira (5) do "espetáculo" oferecido pelas eleições presidenciais dos Estados Unidos, cuja apuração dos votos segue em andamento e sob ameaça do presidente Donald Trump de recorrer à Justiça.

"É uma situação que vale a pena ver! Ele diz que as eleições são as mais fraudulentas da história da #USA. Quem? O próprio presidente que está no comando agora!", disse o aiatolá Ali Khamenei em mensagem publicada em vários idiomas, incluindo espanhol, em sua conta no Twitter na madrugada desta quinta-feira.

"Seu rival (Joe Biden) diz que #Trump pretende fraudar as eleições. Isso são a democracia e as eleições nos Estados Unidos", acrescentou.

Em confronto há mais de 40 anos, as relações entre a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos se deterioraram após a decisão do presidente Trump de sair unilateralmente do acordo nuclear iraniano. Ambos os países estiveram perto de se enfrentar militarmente em duas ocasiões desde junho de 2019.

Após as eleições legislativas no Irã, os Estados Unidos anunciaram novas sanções em fevereiro, desta vez simbólicas, contra cinco líderes iranianos, após terem impedido milhares de candidatos moderados, ou reformistas, de concorrerem às eleições. 

Washington "não vai tolerar qualquer manipulação das eleições para promover a agenda prejudicial do regime iraniano", declarou o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, à época, poucos dias após essas eleições, nas quais os candidatos pró-governo foram eliminados.

Dez dias antes das eleições presidenciais nos Estados Unidos, o diretor dos serviços de Inteligência dos EUA acusou o Irã de enviar e-mails "com o objetivo de intimidar os eleitores, incitar problemas sociais e prejudicar o presidente Trump". 

Teerã denunciou então que as autoridades norte-americanas fizeram "uma alegação infundada em relação às eleições para justificar o cenário antidemocrático que elas próprias estão preparando".

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