Segundo turno em SP: Boulos diz a apoiadores que vitória será 'com emoção e nos 48 do segundo tempo'

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Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA
Foto: Roberto Casimiro/Fotoarena/Sipa USA

O candidato do PSOL à prefeitura, Guilherme Boulos, foi até a varanda de sua casa às 12h30 deste domingo (29) para cumprimentar apoiadores, e falou: "Vai ser de virada, vai ser com emoção, vamos ganhar nos 48 do segundo tempo", disse o psolista.

Boulos está em isolamento em casa desde que recebeu diagnóstico de Covid-19, na sexta.

Ele foi cumprimentado por três apoiadores da favela Morro da Lua, comunidade no Campo Limpo, bairro onde mora o candidato. Os apoiadores estavam colando adesivos no Celta do candidato e folhas de papel sulfite com os dizeres "Periferia com Boulos", "Morro da Lua - vamos virar".

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Boulos oficializou sua candidatura em um campo de futebol da comunidade Morro da Lua, em setembro deste ano, na convenção do partido. "Nós estamos fazendo campanha pro Boulos 24 horas por dia", disse Ezequiel Assunção, professor em uma escola pública e morador do Morro da Lua. "Nós moramos ali em volta do Morumbi, só tem uma coisa pequena que separa a gente do Morumbi: a desigualdade", disse Assunção.

Eleições em São Paulo

São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil com quase 9 milhões de pessoas aptas a votar. Com 32.85% dos votos válidos no primeiro turno, Bruno Covas (PSDB) enfrenta Guilherme Boulos (PSOL) que teve 20.24% dos votos válidos.

Covas é prefeito da cidade desde 2018, quando assumiu após o prefeito eleito João Doria (PSDB) deixou o cargo para disputar — e ganhar — o Governo do Estado. Foi Bruno quem esteve à frente da cidade na pandemia do coronavírus.

Já Boulos ficou nacionalmente conhecido em 2018, quando foi candidato do PSOL à presidência. Conhecido por sua atuação com o MTST, ele é professor e concorre pela primeira vez ao cargo. Sua vice, Luiza Erundina, foi prefeita de São Paulo no final da década de 1980.

Entenda o segundo turno

Para assumir a prefeitura no 1º turno, o candidato precisaria obter maioria absoluta - 50% mais um - dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nessa conta.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) esclarece que essa condição da existência do 2º turno é válida somente às cidades com mais de 200 mil eleitores.

Essa regra está prevista nos artigos 28 e 29 da Constituição de 1988, determinando, além do limite mínimo de habitantes, que o “segundo turno poderá ocorrer apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal, e para prefeitos e vice-prefeitos.”

Nas eleições de 2016 havia 92 municípios com mais de 200 mil eleitores. Já em 2020, outras três cidades alcançaram o número de habitantes mínimo. São elas: Ribeirão das Neves (MG), Paulista (PE) e Petrolina (PE). Sendo assim, nas eleições 2020, 95 municípios poderão ter um segundo turno para prefeito e vice-prefeito.