Guilhermina Biazzon é a primeira mulher trans a ocupar o posto de hostess de um hotel de luxo no Rio

Joana Dale
Guilhermina Biazzon

Há quatro meses, a paulistana Guilhermina Biazzon, de 26 anos, pisou pela primeira vez em solo carioca. Convidada para ser a hostess do bar do Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, topou mudar-se de mala e cuia para a cidade que ainda não havia tido a oportunidade de visitar.

O intenso ritmo de trabalho no Spirit Copa Bar ainda não permitiu que ela conhecesse pontos turísticos. Mas isso pouco importa. Guilhermina está feliz da vida e orgulhosa por ser a primeira mulher trans a ocupar o posto de door em um hotel de luxo no Rio. E não foi fácil chegar lá. “Fui expulsa de casa com 21 anos, após decidir fazer a transição”, lembra.

Ela foi descoberta pelo pessoal do hotel na cafeteria em que trabalhava, na capital paulista. “Sempre me destaquei no atendimento, no acolhimento”, conta. Guilhermina cursou dois períodos de Moda na faculdade e aprendeu a falar inglês assistindo a séries e filmes na TV. “Como hostess, todos os clientes passam por mim. Esse convívio é extremamente importante para a naturalização do corpo trans em qualquer espaço. Espero abrir portas. Sonho em ver cem travestis por hotel”, diz ela.