Guillermo Lasso busca alianças para enfrentar segundo turno no Equador

·2 minuto de leitura
Guillermo Lasso discursa no Centro de Convenções de Guayaquil em 07 de fevereiro de 2021

O ex-banqueiro Guillermo Lasso, de direita, começou sua campanha para a eleição presidencial nesta segunda-feira (22) buscando alianças para enfrentar o herdeiro político do ex-presidente socialista Rafael Correa, o economista de esquerda Andrés Arauz.

"Hoje é o primeiro dia da minha campanha oficial para o segundo turno da eleição. Iniciaremos contatos com as diferentes organizações políticas que participaram do primeiro turno", disse Lasso em coletiva de imprensa em Quito um dia após o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) proclamar os resultados da votação de 7 de fevereiro.

Lasso, de 65 anos, obteve 19,74% dos votos, deixando o líder indígena Yaku Pérez em terceiro lugar, que conseguiu 19,39% e denuncia uma fraude. Arauz, de 36 anos, venceu o primeiro turno com 32,72% dos votos.

O vencedor das eleições sucederá o presidente Lenín Moreno, cujo mandato de quatro anos terminará em 24 de maio.

Lasso, do movimento Criando Oportunidades (Creo), que nestas eleições se aliou ao conservador Partido Social Cristão (PSC), acrescentou que no segundo turno se concentrará em "escutar vários setores da sociedade equatoriana, especialmente atores que não foram incluídos inicialmente" em seu programa de governo.

Uma marcha de indígenas deve chegar a Quito nesta terça-feira para defender a votação de Pérez, que no dia das eleições foi apontado como o segundo colocado por uma contagem rápida do CNE.

O ex-banqueiro - derrotado pela esquerda duas vezes na corrida presidencial - pediu que a violência seja evitada.

"O Equador não deve viver com medo, eu acredito que todos devemos viver em paz e tranquilidade em nosso país. E se não quisermos que outubro de 2019 se repita, temos a solução em nossas mãos: estender-las, estender nosso braço, dialogar, conversar sobre a necessidade de uma agenda rural no Equador", declarou.

Os indígenas, que representam 7% dos 17,4 milhões de habitantes do Equador, lideraram fortes protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis em outubro de 2019, obrigando o governo a revogar a medida. Os distúrbios deixaram onze mortos e mais de 1.300 feridos.

pld/rsr/ic