Guito, o Tibério de ‘Pantanal’, conta como foi seu primeiro encontro com Almir Sater, o Eugênio da novela: ‘20 minutos em silêncio’

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O mineiro Guito não esconde de ninguém a imensa admiração que tem por Almir Sater, seu colega de elenco em “Pantanal”. Com frequência, o violeiro publica fotos e vídeos ao lado do músico, a quem considera uma de suas maiores referências no universo sertanejo.

— Não sou de ter ídolos, e nem gosto da ideia de ser ídolo de alguém. Mas Almir é a minha grande referência mesmo. Eu o via na primeira “Pantanal”, da TV Manchete, com meus 6 anos, encantado. E depois quando ele foi o protagonista de “Ana Raio e Zé Trovão”. Diria que isso influenciou totalmente no que sou hoje — afirma o intérprete do peão Tibério no remake da Globo.

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Almir foi anfitrião para toda a equipe de “Pantanal” quando a turma chegou à região sul-mato-grossense, em meados do ano passado. Das seis fazendas que hospedaram elenco e produção e serviram de cenário para as gravações, duas são de propriedade do intérprete do chalaneiro Eugênio. Assim, Guito se aproximou do pantaneiro, e os dois se tornaram grandes amigos.

A identificação foi imediata. Curioso é saber como esse primeiro encontro aconteceu. O mineiro detalha:

— A gente já tinha se esbarrado em camarins pelo Brasil, comigo fazendo os shows de abertura pra ele. Mas era rápido, ele nem se lembrava de mim. Lá no Pantanal foi muito marcante, meio mágico, sabe? Almir chamou o elenco para um banho de rio, na casa dele. Quando a tarde foi caindo, os colegas foram saindo e ficamos só nós dois num sombrete, tomando tereré, de frente para o Rio Negro.

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Com a luz dourada do sol banhando a paisagem e uma sinfonia de pássaros das mais diversas espécies ecoando, os dois ficaram sem palavras. Literalmente.

— Falar pra quê, num momento desse? Fiquei quietinho, esperando Almir dizer alguma coisa, mas acho que ele pensou o mesmo que eu. Depois de uns 20 minutos em silêncio total, já escurecendo, ele se levantou e falou: “Acho que agora nós podemos ir tomar um café, peão”. A impressão que tive é que a gente se contou a vida inteira naquele intervalo de tempo. Foi uma das conversas mais profundas da minha vida — lembra Guito.

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