Há 23 anos, prévias do PMDB deram apoio a FHC, em derrota para Itamar

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  03-07-2018 - O ex presidente Fernando Henrique Cardoso. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 03-07-2018 - O ex presidente Fernando Henrique Cardoso. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Há mais de 20 anos, uma disputa envolvendo os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Itamar Franco nas prévias do então PMDB, hoje MDB, gerou a divisão do partido e repercutiu no cenário político.

Era 1998 e o presidente tucano costurava apoios para sua campanha à reeleição. Fernando Henrique havia sido chanceler e articulador do Plano Real na gestão de Itamar, a quem convidou para assumir a embaixada brasileira em Lisboa.

Crítico da reeleição no Executivo e de privatizações de estatais, Itamar se filiou ao então PMDB e aparecia naquela época como potencial presidenciável, embora o partido não tivesse definido se teria um nome próprio no pleito.

"A decisão veio no dia 9 de março daquele ano, quando, por uma diferença de apenas 86 votos, a Convenção Nacional rejeitou a candidatura própria ao Planalto. O placar terminou com 389 votos contra a candidatura própria, 303 a favor e 5 em branco.

O resultado representou uma vitória para Fernando Henrique, que meses depois receberia oficialmente o apoio do partido à campanha, e uma humilhação para Itamar, como definiu à época o então senador Ronaldo Cunha Lima.

Neste sábado (27), mais de 20 anos depois, foi a vez de o PSDB definir, por meio de prévias, quais de seus quadros concorreria à Presidência em 2022. A disputa, que deu ao governador paulista João Doria apertada vitória em relação ao governador gaúcho Eduardo Leite, também provocou rusgas internas.

Depois de um processo com críticas e acusações de parte a parte, Doria terá o desafio de unir a sigla em torno da sua campanha ao Planalto.

No caso das prévias do então PMDB, houve tumulto durante a convenção, e Itamar foi cercado por manifestantes que mostravam fotos do político ao lado do ex-presidente Fernando Collor, de quem fora vice e herdou o mandato após o impeachment.

Outros integrantes do partido, como o então senador Roberto Requião --que trabalhava pelo apoio à campanha de Lula-- e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, afirmavam que não seguiriam a decisão do partido.

De outro lado, o apoio a Fernando Henrique era defendido por figuras como Eliseu Padilha, na época ministro dos Transportes, do então senador Jáder Barbalho e de Geddel Vieira Lima, líder do PMDB na Câmara à época.

A derrota fez com que Itamar se isolasse em Juiz de Fora, onde mais tarde lançaria a candidatura ao Governo de Minas Gerais, para o qual seria eleito.

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