'Há expectativa de que Brasil reassuma protagonismo na agenda climática', diz Marina Silva

A deputada federal eleita, Marina Silva (Rede), afirmou que há expectativa de que Brasil reassuma o protagonismo na agenda climática, de biodiversidade e acordos internacionais, durante o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, durante esta segunda-feira.

Na ocasião, Marina foi perguntada qual mensagem o Brasil poderia apresentar para o mundo na cúpula climática da Organização das Nações Unidas (COP27) que acontece no próximo mês, e se sua participação no evento sinalizaria sua participação no próximo governo como ministra do Meio Ambiente.

— Há uma grande expectativa da sociedade brasileira de que, em primeiro lugar, chegue a mensagem de que o governo vai assumir o protagonismo que o Brasil sempre teve na agenda climática, da biodiversidade, dos acordos internacionais, e ao mesmo tempo a expectativa de que sejam feitas sinalizações na contramão do que era feito no governo Bolsonaro.

De acordo com a deputada eleita, o governo do presidente Jair Bolsonaro mantinha a postura de "chantagear" países ricos dizendo que só combateria o desmatamento se tivesse financiamento.

— O presidente Lula se comprometeu com a sociedade brasileira. Ali se vai ter uma sinalização de que o Brasil volta à proatividade na agenda do clima e de que essa ação vai ter um reflexo na questão do desmatamento da Amazônia.

Marina comentou sobre o resultado das eleições de 2022 e atribuiu o sucesso da campanha de Lula ao movimento do ex-presidente de construir uma frente ampla, disposta a dialogar com diversos partidos e classificou o apoio da senadora Simone Tebet ao petista como 'decisivo'.

—No segundo turno, nós tivemos mais do que as lideranças políticas e os partidos. Nós tivemos um movimento adensado por vários setores da sociedade [...]. As pessoas vinham com suas expectativas de como continuar os próprios projetos, o projeto político que cada um tem o direito de construir.

De acordo com ela, a construção dessa frente foi o que fez com que "embarcasse" no que chamou de "Transatlântico da Democracia".

— Essas características que dão sustentação para esse reencontro do Brasil.