Há indícios de que fizeram alguma maldade com desaparecidos, diz Bolsonaro

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (13) que vê indícios de que o indigenista Bruno Pereira, 41, e o jornalista britânico Dom Philips, 57, que estão desaparecidos na Amazônia, tenham sido submetidos "a alguma maldade". Eles estão desaparecidos desde o último dia 5.

"Os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles, porque já foram encontrados boiando no rio vísceras humanas que já estão em Brasília para fazer DNA", disse Bolsonaro à CBN Recife.

"Pelo prazo, pelo tempo já temos hoje, oito dias, indo para o nono dia, que isso aconteceu. Vai ser muito difícil encontrá-los com vida. Peço a Deus que isso aconteça", completou.

Bolsonaro também criticou a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de mandar o governo federal adotar todas as providências possíveis para encontrar os dois profissionais.

"Eu não tenho número exato aqui para dizer para o senhor Barroso, mas são dezenas de milhares de pessoas que desaparecem todo ano no Brasil. Ele se preocupou apenas com esses dois. Nós, via nosso Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, nos preocupamos com todos desaparecidos no Brasil."

O presidente classificou a decisão do magistrado como "dispensável" e que disse que o governo federal se empenhou desde o início para encontrar os dois profissionais que sumiram enquanto trabalhavam na Amazônia.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, também comentou o caso nesta segunda-feira e disse que se trata "de um caso de polícia".

"É uma região inóspita, afastada de tudo, na fronteira com o Peru e do lado peruano uma série de ilegalidades acontecem, madeira e etc e tal. Do nosso lado, também. As duas pessoas entram numa área que é perigosa sem pedir uma escolta, sem avisar efetivamente as autoridades competentes e passam a correr risco, né? Lamentavelmente é isso aí", disse.

E prosseguiu: "Vamos torcer para que eles estejam com vida, tenham sido simplesmente aprisionados, seja lá o que for, ou tenham conseguido ter se evadido das pessoas que estavam tentando fazer algum dano a eles e estão vagando por dentro da selva".

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se solidarizou com as famílias de Bruno Pereira e de Dom Phillips. O parlamentar disse que o caso mostra um problema crônico relacionado ao crime organizado no Amazonas.

"Nós não queremos precipitar o que de fato aconteceu com o Bruno Pereira e com o Dom Phillips, mas, caso se confirme o fato de terem sido eventualmente assassinados, caso isso se confirme, é uma situação das mais graves do Brasil", avaliou.

Pacheco disse que a Comissão de Constituição e Justiça, a Comissão de Meio Ambiente e a Comissão de Direitos Humanos devem se organizar para identificar quais são os reais problemas, diagnosticar esses problemas na região. Para ele, o Senado precisa se colocar ao lado das forças policiais, das Forças Armadas e de órgãos ambientais.

"Como o Congresso Nacional, em especial o Senado da República, pode contribuir com o ajuste de normas e de leis, com a definição orçamentária, com a realização eventualmente de concursos públicos, o que precisa ser feito para que o Estado brasileiro esteja presente nessa região, nesses estados, para coibir que o estado paralelo possa se implantar e prevalecer com o domínio sobre esses povos, sobre essa sociedade, sobre essas comunidades", disse.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sugeriu criar regras para combater a extração ilegal de ouro e a extração ilegal de madeira.

"Esta Casa também tem um papel importante, e eu acho que é uma forma de se combater a extração ilegal de ouro e a extração ilegal de madeira, que é dar regras mais claras para esse tipo de atividades, para que possa haver a exploração com responsabilidade ambiental, como acontece em diversos locais", disse.

Ainda na entrevista à CBN Recife, Bolsonaro também negou informação publicada pela agência Bloomberg de que teria pedido ajuda ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para vencer o ex-presidente Lula (PT) nas eleições deste ano.

Ambos tiveram uma reunião na semana passada durante a Cúpula das Américas. "Não existe isso aí", afirmou. Ele disse que a conversa foi "reservada" e que não iria revelar o teor o diálogo.

"O que nós tratamos ali é reservado, cada um pode falar o que bem entender. Agora [a Bloomberg] não cita a fonte, ‘segundo tal pessoa’. O que eu conversei com o Biden não sai de mim , não sai do Carlos França [ministro das Relações Exteriores]."

A agência afirmou que, segundo "pessoas familiarizadas como assunto", quando Bolsonaro "pediu ajuda, o líder americano mudou o assunto".

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