Há indícios de que fizeram alguma maldade com desaparecidos, diz Bolsonaro

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 07.06.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de lançamento do programa Brasil pela Vida e pela Família, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 07.06.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de lançamento do programa Brasil pela Vida e pela Família, no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (13) que vê indícios de que o indigenista Bruno Pereira, 41, e o jornalista britânico Dom Philips, 57, que estão desaparecidos na Amazônia, tenham sido submetidos "a alguma maldade". Eles estão desaparecidos desde o último dia 5.

"Os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles, porque já foram encontrados boiando no rio vísceras humanas que já estão em Brasília para fazer DNA."

"Pelo prazo, pelo tempo já temos hoje, oito dias, indo para o nono dia, que isso aconteceu. Vai ser muito difícil encontrá-los com vida. Peço a Deus que isso aconteça", disse Bolsonaro à CBN Recife.

Bolsonaro também criticou a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de mandar o governo federal adotar todas as providências possíveis para encontrar os dois profissionais.

"Eu não tenho número exato aqui para dizer para o senhor Barroso, mas são dezenas de milhares de pessoas que desaparecem todo ano no Brasil. Ele se preocupou apenas com esses dois. Nós, via nosso Ministério da Mulher e dos Direitos Humanos, nos preocupamos com todos desaparecidos no Brasil."

O presidente classificou a decisão do magistrado como "dispensável" e que disse que o governo federal se empenhou desde o início para encontrar os dois profissionais que sumiram enquanto trabalhavam na Amazônia.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, também comentou o caso nesta segunda-feira e disse que se trata "de um caso de polícia".

"É uma região inóspita, afastada de tudo, na fronteira com o Peru e do lado peruano uma série de ilegalidades acontecem, madeira e etc e tal. Do nosso lado, também. As duas pessoas entram numa área que é perigosa sem pedir uma escolta, sem avisar efetivamente as autoridades competentes e passam a correr risco, né? Lamentavelmente é isso aí", disse.

E prosseguiu: "Vamos torcer para que eles estejam com vida, tenham sido simplesmente aprisionados, seja lá o que for, ou tenham conseguido ter se evadido das pessoas que estavam tentando fazer algum dano a eles e estão vagando por dentro da selva".

Ainda na entrevista à CBN Recife, Bolsonaro também negou informação publicada pela agência Bloomberg de que teria pedido ajuda ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, para vencer o ex-presidente Lula (PT) nas eleições deste ano.

Ambos tiveram uma reunião na semana passada durante a Cúpula das Américas. "Não existe isso aí", afirmou. Ele disse que a conversa foi "reservada" e que não iria revelar o teor o diálogo.

"O que nós tratamos ali é reservado, cada um pode falar o que bem entender. Agora [a Bloomberg] não cita a fonte, ‘segundo tal pessoa’. O que eu conversei com o Biden não sai de mim , não sai do Carlos França [ministro das Relações Exteriores]."

A agência afirmou que, segundo "pessoas familiarizadas como assunto", quando Bolsonaro "pediu ajuda, o líder americano mudou o assunto".

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