Há vida além de Djokovic: Australian Open começa neste domingo com volta de Nadal e Osaka defendendo título

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Primeiro grand slam do calendário do tênis mundial, o Australian Open de 2022 já ficou marcado por uma polêmica internacional antes mesmo de começar. Todas as câmeras ficaram apontadas a Novak Djokovic, novamente detido ontem, em meio à polêmica briga judicial após o cancelamento de seu visto pelas autoridades australianas por ausência de vacina contra a Covid-19. Mas o torneio, que começa esta noite (manhã de segunda na Austrália), tem outras grandes atrações.

A principal delas é o retorno de Rafael Nadal à grandes competições. O espanhol, atual número 6 do ranking da ATP, encerrou sua temporada mais cedo em agosto do ano passado para tratar uma lesão recorrente no pé esquerdo. Se cogitou um afastamento de oito meses, mas o recordista de títulos de Grand Slam (20) ao lado de Djokovic e Roger Federer já estava em quadra — depois de se recuperar da Covid-19 — no início deste mês, disputando o Melbourne Summer Set como preparação para o torneio principal. Na final, venceu Maxime Cressy por 2 sets a 0.

Cinco vezes finalista do Grand Slam australiano (campeão em 2009), o espanhol enfrenta o norte-americano Marcos Giron na estreia.

— É claro que Novak Djokovic é um dos melhores da história, sem dúvida. Mas não há jogadores maiores que eventos. Jogadores vem e vão. Até eu, Roger, Novak, Bjorn Borg, o tênis segue acontcendo. O Australian Open é mais importante do que qualquer jogador. Se ele atuar, ok. Se não, vai ser um grande torneio — desabafou o sincero tenista de 35 anos em encontro com os jornalistas, ontem. Outro veterano também estará em quadra: o britânico Andy Murray, de 34 anos disputa o grand slam australiano pela primeira vez desde 2019. Sua primeira partida é contra Nikoloz Basilashvili, da Geórgia.

Em meio à situação de Djokovic, número 1 do mundo, o número 2 do ranking chega a Melbourne na sua melhor fase. O russo Daniil Medvedev, campeão do US Open justamente sobre o o sérvio, em setembro, tenta o segundo Grand Slam de sua carreira aos 25 anos. Vem de um vice-campeonato em 2021, também enfrentando Novak na decisão. Na estreia, tem pela frente o suíço Henri Laaksonen.

O alemão Zeverev, o grego Tsitsipas e o russo Rublev também estarão em quadra na Austrália, assim como os demais integrantes do atual top 10 mundial.

Osaka leva diário

Entre as mulheres, a japonesa Naomi Osaka defende o título do torneio após um ano de 2021 movimentado e importante para sua carreira: em maio, ganhou as manchetes mundiais ao abandonar Roland Garros para priorizar sua saúde mental e chamou atenção para esse lado na vida dos atletas. Meses depois, a esportista teve a honra de acender a pira olímpica da Olimpíada de Tóquio.

A atual número 14 do mundo explicou que levou um diário e comprou velas e incensos para uma estadia mais confortável em Melbourne, priorizando seu bem-estar. Sobre a polêmica de Djokovic, preferiu não entrar em detalhes, mas se colocou no lugar do sérvio.

— Sei como é estar mais ou menos nessa situação, num lugar, ser questionada constantemente e apenas assistir aos comentários de outros jogadores. Não é a melhor coisa do mundo, mas tento ser positiva.

Em quadra, a tarefa de Osaka não será nada fácil. Já nas oitavas de final, ela pode dar de cara com a campeã de Wimbledon e atual número 1 do mundo do ranking da WTA, a australiana Ashleigh Barty. Osaka debuta contra a colombiana Camila Osorio Serrano, enquanto Barty enfrenta a ucraniana Lesia Tsurenko. O torneio feminino tem ainda nomes como Sabalenka e Muguruza, números 2 e 3 do mundo e a jovem fenômeno Emma Raducanu, campeã do US Open.

— Toda essa situação afastou as coisas do grande tênis que vem sendo jogado no verão — afirmou Raducanu, de 19 anos.

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