Húngaros protestam contra medidas de bloqueio apesar da restrições à aglomeração

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BUDAPESTE (Reuters) - Trabalhadores de restaurantes estavam entre centenas de pessoas que protestavam contra medidas de bloqueio para o enfrentamento do coronavírus no domingo em Budapeste, e pelo menos 100 restaurantes planejavam reabrir mesmo com o governo os ameaçando com pesadas multas.

O governo do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, disse que só poderá começar a flexibilizar as medidas se o número de casos de coronavírus cair drasticamente ou se um grande número de húngaros for vacinado.

A Hungria foi o primeiro país da União Europeia a assinar esta semana um acordo para obter a vacina russa Sputnik V e a chinesa Sinopharm contra a Covid-19.

As medidas atuais de bloqueio incluem toque de recolher noturno e fechamento de escolas secundárias e de todos os restaurantes e cafés, exceto para refeições para viagem.

“Já estamos fartos da destruição em massa de empresas”, disseram os organizadores da manifestação no Facebook.

A Hungria, com uma população de cerca de 10 milhões, relatou um total de 367.586 casos de contaminação pelo novo coronavírus até domingo e 12.524 mortes. Novas infecções têm diminuído, mas mais de 3.500 pessoas ainda estão no hospital.

Os manifestantes usaram máscaras, mas desafiaram as regras que proíbem aglomerações públicas, então a polícia começou a pedir documentos no local.

Os organizadores disseram que mais de 100 restaurantes em toda a Hungria aderiram à campanha para reabrir na segunda-feira, mesmo com o governo aumentando drasticamente as multas por decreto no sábado.

(Por Krisztina Fenyo e Krisztina Than)