Habitantes de Kherson não têm água canalizada, eletricidade ou aquecimento

À medida que Kherson se reergue após a ocupação russa, as tropas da Ucrânia estão a recuperar a cidade metro a metro, tornando seguros os edifícios abandonados pelos russos.

Mas a felicidade dos residentes, pela retirada russa, está a ser ensombrada pela falta de bens essenciais que os leva ao desespero. Uma habitante de Kherson, Olga Genkulova explicava que é uma "catástrofe municipal" o facto de não terem água canalizada, eletricidade ou aquecimento, o que os "força" a procurar outras soluções. "É uma pena que os meus filhos tenham de enfrentar tal situação" desabafava mas, ao mesmo tempo, os seus dois filhos pequenos estão vivos e a casa onde habitam está inteira e isso já é muito positivo.

Os técnicos ucranianos estão a tentar reparar a grande central elétrica que abastecia esta área da região de Kherson. O responsável da empresa descrevia o rasto de destruição deixado como "consequência da raiva, impotência" dos russos "antes de fugirem".

Após uma visita surpresa à cidade o Presidente Zelenskyy condenou a Rússia, no seu discurso diário, como ocupante que destrói tudo à sua passagem "naquilo a que chama de operação especial".

Na segunda-feira, a Assembleia Geral da ONU, reunida numa sessão de emergência para abordar o conflito aprovou uma resolução que apela à Rússia que pague pelas reparações dos estragos deixados pela guerra na Ucrânia.

Noventa e quatro países votaram a favor, 14 contra e 73 abstiveram-se, entre eles Angola, Moçambique e Timor-Leste. Cabo Verde e Portugal votaram a favor.