Hackers do Paquistão usaram Facebook para espionar afegãos

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A man looks at a computer screen with a binary code in Warsaw, Poland on February 21, 2021. The US Justice Department announced charges for three North Korean programmers accusing them of conspiring to extort over a billion US dollars from banks and other businesses worldwide. (Photo illustration by Jaap Arriens/NurPhoto via Getty Images)
A man looks at a computer screen with a binary code in Warsaw, Poland on February 21, 2021. The US Justice Department announced charges for three North Korean programmers accusing them of conspiring to extort over a billion US dollars from banks and other businesses worldwide. (Photo illustration by Jaap Arriens/NurPhoto via Getty Images)
  • Hackers paquistaneses criaram links para vigiar dispositivos de cidadãos afegãos;

  • Links eram compartilhados no Facebook, que comunicou ao Departamento de Estado dos EUA;

  • Grupo de hackers criou pessoas fictícias para roubar dados;

Hackers do Paquistão usaram o Facebook para atingir pessoas no Afeganistão com conexões com o governo anterior durante a aquisição do país pelo Talibã, disseram investigadores da empresa em entrevista à Reuters. A rede social disse que o grupo, conhecido na indústria de segurança como SideCopy, compartilha links para sites que hospedam malware que podem vigiar os dispositivos das pessoas. 

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Os alvos incluíam pessoas ligadas ao governo, militares e policiais em Cabul. A plataforma disse que removeu o SideCopy de sua plataforma em agosto. Os investigadores da rede social também disseram que o Facebook havia desativado no mês passado as contas de dois grupos de hackers vinculados à Inteligência da Força Aérea da Síria.

Grupo de hackers criou pessoas fictícias

A investigação da rede social concluiu que o grupo criou personas fictícias de mulheres jovens como "iscas românticas" para construir confiança e enganar os alvos, fazendo-os clicar em links de phishing ou baixar aplicativos de bate-papo maliciosos. O SideCopy também comprometeu sites legítimos para manipular as pessoas para que entregassem suas credenciais do Facebook.

Por outro lado, o chefe de investigações de espionagem cibernética do Facebook, Mike Dvilyanski declarou que a rede social não sabe exatamente quem foi comprometido ou qual foi o resultado final disso. As principais plataformas online e provedores de e-mail, incluindo Facebook, Twitter, Alphabet (Google), e Microsoft (LinkedIn), disseram que tomaram medidas para bloquear contas de usuários afegãos durante a volta do Talibã ao poder no Afeganistão no último verão.

O Facebook disse não ter divulgado anteriormente a campanha de hacking, que aumentou entre abril e agosto, devido a preocupações com a segurança de seus funcionários no país e à necessidade de mais trabalho para investigar a rede. Ele disse que compartilhou informações com o Departamento de Estado dos EUA no momento em que concluiu a operação.

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