Hackers que atacaram Moro fizeram mais vítimas, de acordo com PF e MPF

(EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) têm indícios de que o ataque hacker que expôs mensagens do ministro Sergio Moro e da força-tarefa da Lava Jato foi planejado, bem arquiteto e atingiu maios pessoas do que se sabe até agora. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a publicação, estariam entre os alvos dos criminosos mais integrantes da Lava Jato, sendo estes de pelo menos quatro estados — São Paulo, Paraná, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Delegados federais e magistrados também estão na lista.

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Além de Moro e do procurador Deltan Dallagnol, foram alvos de ataques de hacker a juíza Gabriela Hardt, que substituiu o ministro quando esse deixou o cargo de juiz, o desembargador Abel Gomes e o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. Em nota, a Justiça Federal confirmou o ataque à Hardt.

O caso

As mensagens trocadas pelo Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, indicam que o ministro, na época juiz federal, conduziu as investigações da Lava Jato.

Moro sugeriu trocas de fases da Lava Jato e deu dicas informais a Dallagnol por mensagens do aplicativo Telegram. Os arquivos trazem históricos entre 2015 e 2017.

A Constituição de 1988 estipula que o juiz não pode ter vínculos com as partes do processo judicial. Com a parte acusadora, neste caso o MP, não deve haver troca de informações ou atuação fora das audiências.

A Lava Jato divulgou uma nota onde confirma ter sido hackeada. O comunicado, publicado na noite no domingo (9), explica que as mensagens trocadas pelo Sergio Moro e Deltan Dallagnol, atual coordenador da força-tarefa, publicadas pelo site Intercept, são frutos de uma atividade criminosa. O teor das conversas indica que o ministro, na época juiz federal, conduziu as investigações.