Haddad, Alckmin e Márcio França estreiam agenda conjunta em SP com discurso nacional

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SANTOS, SP, 02.08.2022 – FERNANDO-HADDAD-SP – O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cumpre agenda de campanha ao lado de Marcio França (PSB), na Baixada Santista e Guarujá (SP), nesta terça-feira (2). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
SANTOS, SP, 02.08.2022 – FERNANDO-HADDAD-SP – O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cumpre agenda de campanha ao lado de Marcio França (PSB), na Baixada Santista e Guarujá (SP), nesta terça-feira (2). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO VICENTE, SP (FOLHAPRESS) - O trio formado pelo petista Fernando Haddad e os pessebistas Geraldo Alckmin e Márcio França iniciou nesta terça-feira (2) a primeira de uma série de agendas com objetivo de diminuir a resistência ao PT em regiões mais conservadoras do estado.

O discurso nacionalizado deu o tom do grupo, que falou em derrotar o bolsonarismo para salvar a democracia.

O local escolhido foi a Baixada Santista, reduto de França.

O périplo por diversas cidades tem a função dupla de alavancar tanto a campanha de Haddad ao governo de São Paulo quanto a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, tendo Alckmin como vice.

França, que busca fortalecer seu nome na disputa ao Senado, foi o cicerone do dia, escolhendo destinos em Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá para as agendas.

O dia começou no litoral com o tradicional café da manhã com pastel, no centro de Santos, sem a presença de Alckmin. Embora o anúncio do evento citasse os três, o ex-governador só chegaria para o último compromisso do dia, em uma choperia em São Vicente.

O evento, na choperia Fantastic, em São Vicente, que só começou depois das 19h, celebrou a união dos grupos políticos sob o lema "Juntos por SP" e ao som do jingle Lula Lá, da campanha do petista em 1989.

Alckmin, que definiu Haddad como um grande prefeito e ministro, adotou o discurso nacional.

"Eu não tenho dúvida que a população brasileira vai dar uma resposta forte: não queremos ditadura, queremos democracia. É o povo que manda. O Bolsonaro não desconfia da urna eletrônica, ele desconfia do povo, porque sabe que não tem merecimento para ter o segundo mandato", disse Alckmin.

"E política é time, nós estamos aqui com Fernando Haddad, grande prefeito de São Paulo, grande ministro da Educação, conhece o nosso estado, conhece o Brasil. E eu tenho certeza, médico tem olho clínico. Vai ser um grande governador".

Haddad adotou o mesmo tom e citou a necessidade de superar divergências.

"As pessoas vão me perguntar: mas vocês tinham críticas uns aos outros, eu lembro do PT fazendo críticas ao governador Alckmin. Eu vi o governador Alckmin fazendo críticas ao PT, o que mudou? O que mudou é que o Brasil piorou muito nos últimos anos e nós não vamos cruzar os braços assistindo a isso acontecer", disse.

O petista também disparou críticas ao presidente por "importar" Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a Rodrigo Garcia (PSDB) por acabar com o passe livre do idoso.

Durante o discurso de França, também com críticas ao bolsonarismo, Haddad e Alckmin sentaram ao lado dele. Depois, seguraram a bandeira paulista.

Antes, em evento sem Alckmin, Haddad não tirou a razão das críticas históricas do PT ao PSDB no estado, mas fez questão de diferenciar os governos tucanos do atual, iniciado por João Doria e atualmente tocado por Rodrigo, dos demais –incluindo o que teve os neoaliados Alckmin como governador e França.

"Nós fazíamos críticas ao governo do PSDB, e não sem razão. Nós tínhamos também as nossas razões para criticar. A gente sabe, por exemplo, que a questão do magistério, das polícias civil e militar foram categorias que não receberam a atenção que achamos devida para recuperar a educação e a segurança pública do estado", disse, em frente a uma casa do norte no Guarujá. "Agora, houve uma mudança de qualidade para pior, com Doria e Rodrigo Garcia, isso dito pela própria população".

As declarações foram dadas ao lado de França, que foi vice de Alckmin no governo paulista, que parecia ansioso pelo fim da entrevista.

Apesar das diferenças, Haddad exaltou a amplitude do arco de alianças e citou como isso será usado nas agendas.

"Nós fizemos uma construção política que vai da centro-esquerda à centro-direita a favor do Brasil, da justiça social, da Constituição de 88. Os nossos adversários estão no polo oposto, estão se bolsonarizando, o próprio governador tem dado sinais trocados em relação à pauta bolsonarista para o estado", disse ele.

"A partir disso, a gente vai colocar o bloco na rua levando em consideração essa amplitude. Evidentemente que estamos aqui na Baixada, a gente sabe que o Márcio tem uma parcela importantíssima aqui do eleitorado".

O encontro ocorreu em meio a uma indefinição sobre o vice da chapa de Haddad, que deve ficar para o prazo final, no próximo dia 5.

O ex-prefeito afirmou durante o evento que foi comunicado por Marina Silva (Rede) que ela não seria vice em sua chapa. A ex-ministra do Meio Ambiente era a preferida de Haddad —ele afirmou que o fato de Marina ser mulher, negra, ambientalista, ex-colega de ministério pesava favoravelmente ao nome dela.

"Ela falou com todas as letras que o lugar dela, em virtude da Amazônia e do compromisso dela com a Amazônia é Brasília. E nós obviamente que vamos lutar pela sua eleição como deputada federal".

O ex-prefeito afirma que a definição deve ficar para o prazo final e que não iria adiantar nomes durante o processo de escolha.

"Todos os partidos foram sondados e apresentaram alguns nomes. A rede, obviamente, o nome mais vistoso era a própria Marina, mas os demais partidos colocaram nomes à disposição", disse.

Sobre a União Brasil, ele afirmou que estava conversando com o partido porque gostaria que apoiassem o ex-presidente Lula. "Eu considero que é uma eleição que temos como adversário uma pessoa desequilibrada, perturbada e isso me preocupa como brasileiro, democrata, quero criar meus filhos aqui. E o Bolsonaro é um cara que me preocupa. Durante seis, sete meses, conversei muito com dirigentes de todos os partidos", disse.

No entanto, agora, ele afirma que essa questão está vencida, pois buscava o entendimento em torno da aliança nacional.

Marianne Pinotti (PSB) é um dos nomes favoritos no núcleo de Haddad. Mas, dentro do partido parceiro de chapa, o PSB, cogita-se os nomes de Lu Alckmin e Lucia França –mulheres dos dois ex-governadores.

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