Haddad diz que aumentos na gasolina devem ser monitorados pelos Procons

“Quem estiver aumentando preço após MP está atuando contra economia popular”, disse Haddad sobre aumentos na gasolina (DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
“Quem estiver aumentando preço após MP está atuando contra economia popular”, disse Haddad sobre aumentos na gasolina (DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
  • “Quem estiver aumentando preço após MP está atuando contra economia popular”, disse o ministro;

  • Desoneração dos impostos federais foi mantida pelo governo Lula;

  • Medida está mantida por 60 dias, tempo estimado para que Jean Paul Prates assuma a Petrobras.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira durante entrevista concedida ao portal Brasil 247, que os órgãos de defesa do consumidor, Procons, têm responsabilidade de averiguar os aumentos indevidos de preço nos combustíveis.

A fala trata de uma série de vídeos publicados nas redes sociais mostrarem postos aumentando o preço da gasolina e de outros combustíveis após a posse de Lula. Há casos em que a elevação no preço do litro ultrapassou R$ 1. As mídias correlacionam a escalada dos preços com a chegada do novo governo.

O preço sofreu uma grande queda durante o governo Bolsonaro, graças a desoneração dos tributos federais que incidem nos combustíveis. A manutenção da isenção dos impostos foi tema de debate entre o novo governo antes mesmo da posse. Fernando Haddad era contra, uma vez que está preocupado em reduzir o déficit do governo ao mesmo tempo em que retoma investimentos públicos em saúde e educação.

No entanto, outra ala do governo liderada por Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e o senador Jean Paul Prates (PT-RN), novo presidente da Petrobras, queria uma extensão da política. Segundo Haddad, o antigo ministro da Economia, Paulo Guedes, havia sugerido uma renovação da medida por 90 dias, mas seu desejo era de apenas 30 dias.

A medida, contudo, foi mantida via medida provisória por 60 dias, tempo tido como suficiente para que Paul Prates assuma a presidência da Petrobras e possa mudar a política de preços da estatal. “Como é muito improvável que a nova diretoria da Petrobras assuma antes de 60 dias, ficou 60 dias. Não ficou nem os 90 dias do Guedes nem os 30 dias que eu queria”, afirmou Haddad.

Como a medida tributária foi mantida, não haveria motivo para um aumento desmedido no preço do combustível. Na transmissão ao vivo, Haddad afirmou que cabe aos Procons atuarem contra a especulação. “Quem estiver aumentando preço após a Medida Provisória está atuando contra economia popular”, afirmou.