Haddad diz ser possível impulsionar agricultura familiar sem ir contra o agronegócio

Fernando Haddad (PT) apontou que
Fernando Haddad (PT) apontou que "produção per capita" de alguns alimentos "está caindo no Brasil" - Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
  • Fernando Haddad diz que é possível fortalecer a agricultura familiar em São Paulo;

  • Medida não entraria em conflito com o agronegócio, já que estado tem "terra suficiente";

  • Candidato ao governo concedeu entrevista ao SP1, da TV Globo.

Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, disse nesta quarta-feira (14) que é possível fortalecer a agricultura familiar sem desmerecer o agronegócio. O ex-prefeito da capital paulista foi questionado sobre sua política, em um eventual mandato, para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

"Sou fã da agricultura familiar por várias razões. Ah, é alguma coisa contra o agronegócio? Não. É importante produzir soja, cana, suco de laranja, látex, está tudo em ordem. Mas você não come látex, não come soja, o que você come é arroz, feijão, mandioca e a produção per capita desses alimentos está caindo no Brasil”, disse, em entrevista ao SP1, da TV Globo.

De acordo com Haddad, este é um dos motivos para os altos preços dos alimentos, cenário que pode ser evitado, uma vez que o estado “tem terra” suficiente. “Dá para fortalecer a agricultura familiar, sem brigar com o agronegócio”, apontou.

O candidato ainda relembrou os laços que sua família tem com o tema, o que aumenta seu interesse nele. "Eu sou muito fã da agricultura familiar, o meu pai é agricultor familiar. Meu pai veio do Líbano com 24 anos, trabalhou na roça dos 8 aos 24 anos. Quando veio para São Paulo, foi morar em Uchoa, uma cidade com 12 mil habitantes perto de Rio Preto, foi vender armarinho para agricultores familiares e passou sete anos em Uchoa antes de vir para a capital, onde ele conheceu minha mãe e constituiu sua família", disse.

Até o momento, Haddad lidera a corrida eleitoral, com 36% das intenções de voto, segundo a última pesquisa do Ipec. Em segundo lugar, aparece Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 21%.

Pesquisas eleitorais, como saber em quais posso confiar?

Em meio a essa diversidade de levantamentos existentes no Brasil, muitos eleitores não sabem em quais resultados acreditar.

No primeiro dia do ano passou a ser obrigatório (leia a resolução clicando aqui)o registro junto à Justiça Eleitoral de qualquer pesquisa pública relacionada às eleições para presidente e governador. Porém, se uma pesquisa está registrada não necessariamente significa que ela será confiável, isso porque não há nenhum tipo de fiscalização prévia sobre a metodologia desses levantamentos.

Atualmente, a confiabilidade das pesquisas é garantida no Brasil por meio da transparência. São algumas das informações que devem ser cadastradas junto à Justiça Eleitoral, tornando as pesquisas passíveis de contestação, caso qualquer irregularidade seja encontrada posteriormente:

  • Nome do contratante

  • Valor cobrado pela pesquisa

  • Origem dos recursos investidos

  • Metodologia

  • Período de realização

  • Sistema de fiscalização da coleta de dados

  • Tipo de questionário aplicado

Para identificar os atributos que mais merecem atenção nas pesquisas eleitorais, a reportagem do Yahoo! Notícias conversou com alguns especialistas no assunto e separou uma lista com os pontos mais importantes, confira aqui.

Qual a data das Eleições 2022?

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 2 de outubro, um domingo. Já o segundo turno – caso necessário – será disputado no dia 30 de outubro, também um domingo.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica nas Eleições 2022

  1. Deputado federal (quatro dígitos)

  2. Deputado estadual (cinco dígitos)

  3. Senador (três dígitos)

  4. Governador (dois dígitos)

  5. Presidente da República (dois dígitos)