Haddad diz ver com preocupação racha do PT com Freixo no Rio e defende aliança

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*ARQUOVO* São Vicente, SP, BRASIL, 02-08-2022: Agenda de campanha política do pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) ao lado do pré-candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSB) e Marcio França (PSB) que é pré- candidato ao senado, na Baixada Santista. Na foto os candidatos durante o ato político na Fantastic choperia. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
*ARQUOVO* São Vicente, SP, BRASIL, 02-08-2022: Agenda de campanha política do pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) ao lado do pré-candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSB) e Marcio França (PSB) que é pré- candidato ao senado, na Baixada Santista. Na foto os candidatos durante o ato político na Fantastic choperia. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (3) ver com preocupação a tentativa de rompimento da sigla no Rio de Janeiro com Marcelo Freixo, candidato ao governo pelo PSB.

Haddad disse ainda que o partido não deve poupar esforços para elegê-lo. A declaração foi dada em entrevista coletiva após encontro com empresários na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

O PT do Rio aprovou nesta terça (2) resolução em que defende a retirada do apoio da legenda à candidatura do deputado federal ao governo estadual. A definição sobre a aliança, porém, ainda depende de aprovação pela convenção do partido.

"Vejo com preocupação, porque temos grande condição de ganhar a eleição no Rio de Janeiro. Temos um candidato que, se não é o líder, está próximo do líder, uma figura louvável", disse o petista. O ex-prefeito de São Paulo também comparou Freixo a si mesmo, no esforço para ampliar alianças com outros setores.

Para o PT fluminense, a manutenção da candidatura de Alessandro Molon (PSB) quebra um acordo que destinava à sigla a indicação de um nome único para o Senado na chapa. Os petistas indicaram o nome do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano.

Em conversa com empresários, durante evento promovido com candidatos pela Fiesp e Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Haddad fez críticas ao governo estadual, hoje sob o comando de Rodrigo Garcia (PSDB), por supostamente cooptar prefeitos paulistas.

Ele ainda conectou o cenário ao tipo de relacionamento que deputados federais têm com o governo Jair Bolsonaro (PL).

"O trabalho de cooptação feito não foi em relação à Assembleia Legislativa. Foi em relação às prefeituras, um sistema de cooptação de prefeitos, de mudança de partido de prefeitos para ganhar um convênio."

Além da questão da suposta cooptação de prefeitos, ele afirmou que a gestão estadual infla os dados de investimentos do último ano com repasses a estatais e convênios que não necessariamente foram executados. Sobre outros anos, afirma que estão abaixo dos patamares dos últimos governos.

Ele ainda criticou um discurso fácil liberal e defendeu que a Sabesp, a companhia de saneamento básico de São Paulo, não seja privatizada.

Haddad também foi enfático sobre o que classifica como falta de planejamento no país e no estado. "Perdemos completamente a noção de planejamento." ​

Durante o evento, uma das cotadas a vice na chapa do ex-prefeito, a médica Mariane Pinotti (PSB) estava na plateia. O nome dela ganhou mais força após Marina Silva (Rede), nome preferido de Haddad, comunicá-lo que não aceitaria a vice porque sairia a deputada federal.

Questionado se a vice seria uma mulher, Haddad respondeu que até terça (2), quando anunciou a decisão de Marina, sim. Agora, o partido prospecta outras opções.

Na esfera dos apoios, o Pros declarou apoio ao ex-presidente Lula. Haddad também espera conseguir esse mesmo apoio no estado, repetindo eleições passadas.

Além disso, afirmou torcer pelo apoio do PDT. "Está faltando o PDT nesse palanque. O PDT me apoiou em 2016 para prefeito, com altos elogios do Ciro Gomes à minha gestão."

Ele afirmou também que conversa há meses com a União Brasil sobre uma possível aliança nacional, que poderia ser replicada nos estados. No entanto, anteriormente, havia dito que a questão estava vencida após o partido anunciar que não apoiaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua campanha à Presidência da República.

A União também conversa com Rodrigo Garcia, e indicou o deputado federal Geninho Zuliani (União Brasil) para ocupar o posto de vice na chapa —o governador, porém, ainda não bateu o martelo.

Haddad e o PT têm feito um esforço na tentativa de obter o maior número de alianças, incluindo setores aos quais foi crítico.

O petista voltou a ser questionado sobre avaliação do governo Geraldo Alckmin e manteve o tom de diferenciá-lo da gestão de João Doria (PSDB) e Rodrigo, a quem dirige boa parte dos ataques. Já o novo aliado é um trunfo que deve ser bastante capitalizado pelo petista.

Na terça (2), um evento foi simbólico neste sentido, quando o petista participou no litoral de tour com Márcio França e de evento com Geraldo Alckmin, ambos do PSB, em iniciativa para reduzir a resistência ao PT em áreas mais conservadoras do estado.

A campanha de Haddad tem adotado um tom nacionalizado, com discurso que é preciso salvar a democracia e que a próxima eleição decidirá o destino de uma geração.

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