Haddad e Marta negam relação entre apoio à campanha e nomeação para ministério

A senadora Marta Suplicy será a nova ministra da Cultura. Foto: Luis Cleber/AE.O mundo da política não é afeito a coincidências: sempre há um dedo maquiavélico para apontar uma relação entre fatos por vezes distintos. Antes mesmo da nomeação de Marta Suplicy (PT) para o Ministério da Cultura ser confirmada pelo Palácio do Planalto nesta terça-feira (11), poucos dias após o tardio e relutante ingresso da ex-prefeita – e pleiteante preterida nas prévias do partido – na campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, já pipocavam àqueles a enxergar uma correlação entre os eventos. Os principais envolvidos na suposta troca de favores, Marta e Haddad, apressaram-se em negar qualquer acordo.

"Quem conhece a presidenta Dilma sabe que não existe esse tipo de toma-lá-dá-cá", afirmou Haddad na tarde desta terça, durante plenária no sindicato dos bancários em São Paulo. "Se tivesse tido a ver com a minha campanha, isso teria sido feito muitos meses antes." Já Marta, que chamara a notícia de sua nomeação de “especulação de site”, disse ter sido “surpreendida” pelo convite da presidenta Dilma Rousseff para substituir Ana de Hollanda na liderança da pasta. 

O convite de Dilma aconteceu por telefone, por volta das 15h40, quando foi encerrada a sessão do plenário do Senado por falta de quorum. "Eu acabei de falar com a presidenta e acabei de aceitar. O convite é meio surpreendente, mas eu sou do governo e estou à disposição do governo e se a presidenta acha que eu devo exercer essa função no ministério, eu vou exercê-la, como exerci todas as funções da vida", afirmou Marta, ainda no plenário. "O ministério é importante, é a identidade brasileira, é a cultura, sinto que é um enorme desafio”.

A senadora negou qualquer acordo e disse que sempre se prontificou a apoiar Haddad. "Desde o começo eu disse que na hora em que fizesse diferença, eu entraria", contou, sem se referir às críticas que fez no Twitter tachando a escolha do candidato sem experiência política como sendo "um erro". "Vou continuar trabalhando, eu farei os comícios como combinei com ele, fiz carreata na sexta, no sábado...", disse.

Haddad participa nesta tarde do primeiro evento público de campanha com seu principal cabo eleitoral e padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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