Haddad planeja ajuste fiscal de R$ 223 bilhões em 2023

Haddad e sua equipe econômica avaliam planos para reduzir rombo do governo (DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
Haddad e sua equipe econômica avaliam planos para reduzir rombo do governo (DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)
  • Cálculo foi divulgado por acidente ao aparecer atrás de foto da equipe econômica;

  • Haddad pretende recuperar R$ 223,08 bilhões apenas em 2023;

  • Cenário obtido pena CNN seria apenas um dos discutidos durante reunião do Ministério da Fazenda.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e sua equipe econômica planejam formas de reduzir o rombo fiscal do governo ainda em 2023. Um dos cenários analisados pelos técnicos foi divulgado por acidente nesta quarta-feira (04), quando a imprensa foi chamada para fotografar a primeira reunião oficial de Haddad com o secretariado.

Um dos slides, que foram passados na reunião de terça-feira (03), mostra um dos possíveis cálculos debatidos na apresentação. Nele, Haddad pretende reduzir o rombo em 2,08% do PIB, ou R$ 220,08 bilhões. Segundo analistas do governo, em seu último ano, Bolsonaro teria deixado um rombo de R$ 300 bilhões, ou 3%, em sua busca pela reeleição.

No detalhamento de como alcançaria esse feito, a equipe econômica de Haddad avaliou que era possível obter R$ 87,53 bilhões em Receitas Extraordinárias, R$ 72,55 bilhões em Reversão de Desonerações e Compensações, R$ 40 bilhões em Redução de Despesas e R$ 23 bilhões com os ativos abandonados do PIS/PASEP. As informações são da CNN.

  • Total em 2023: R$ 223,08 bilhões (2,08% do PIB)

  • Receitas extraordinárias: R$ 87,53 bilhões

  • Reversão de desonerações e compensações: R$ 72,55 bilhões

  • Redução de despesas: R$ 40 bilhões

  • Ativos abandonados do PIS/Pasep: R$ 23 bilhões

De acordo com membros da equipe econômica, este foi apenas um dos cenários avaliados durante a reunião, porém não foram dados mais detalhes sobre os demais caminhos considerados.

É clara, no entanto, a preocupação do ministro da Fazenda com a redução do déficit do governo e com o estabelecimento de uma política fiscal fundamentada. Haddad prometeu, em seu primeiro dia como ministro, entregar, até a metade do ano, ao Congresso um novo arcabouço fiscal para substituir o Teto de Gastos.

Atualmente, o Teto de Gastos é o principal fator limitante dos gastos do governo. Criado como uma forma de manter a dívida pública em cheque, ele limita os investimentos do governo em áreas essenciais, como saúde e educação, a serem atualizados apenas pela inflação do período.