Haddad recebe executivos do setor aéreo que buscam redução das tarifas sobre o querosene

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se comprometeu nesta sexta-feira a formar uma mesa permanente de diálogo da área técnica da pasta com o setor aéreo para discutir demandas. A principal agenda das companhias aéreas é a redução da carga tributária sobre o querosene de aviação.

Haddad se reuniu em São Paulo com o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e com executivos de companhias do setor. Participaram da reunião o presidente da Gol, Celso Ferrer Junior, acompanhado dos diretores financeiro e jurídica da empresa; o presidente da Azul, John Rodgerson, acompanhado do diretor de relações institucionais da companhia; o presidente da Voepass, José Felício; e os diretores financeiro e tributário da Latam.

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, afirmou a jornalistas que a principal agenda do segmento é reduzir o preço do querosene de aviação, que em 2022 aumentou 49,6%. Desde 2019, a subida foi de 121%.

— Enquanto a gente lidava com querosene de aviação custando há oito anos cerca de R$ 1,90 por litro, hoje estamos com o preço superior a R$ 5. Podemos dobrar o número de passageiros em uma década, desde que retomemos as condições de custo operacional que já tivemos — afirmou Sanovicz a jornalistas.

O executivo voltou a ressaltar que, no Brasil, o combustível representa cerca de 40% do custo da passagem aérea.

— A média americana é 22% e a europeia é 24%. Isso gera um desafio de competitividade e uma oneração ao consumidor brasileiro — afirma Sanovicz.

Em dezembro, o então presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre as receitas derivadas de transporte aéreo regular de passageiros. O setor busca a renovação da MP, mas Sanovica negou ter tratado do tema.