Haddad reúne fundações e militantes para debater ações urgentes na Educação

Haddad ajudará a montar equipe que cuidará da área de Educação na transição de governo (REUTERS/Mariana Greif)
Haddad ajudará a montar equipe que cuidará da área de Educação na transição de governo

(REUTERS/Mariana Greif)

  • Haddad marca reunião com ex-colaboradores do ministério da Educação e representantes de institutos;

  • Encontro tem como objetivo discutir quais pontos devem ser priorizados na área pelo governo Lula;

  • Será produzido um documento elencando as ações mais urgentes a serem tomadas.

O ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) se reunirá nesta terça-feira (8) com ex-colaboradores do MEC e representantes de institutos e fundações para discutir quais pontos devem ser priorizados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na área.

O objetivo é produzir um documento com os pontos mais urgentes a serem observados pelo próximo ministro da pasta. O evento será realizado em um hotel, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. Dentre os convidados, estão:

  • Priscila Cruz, do Todos pela Educação;

  • Neca Setubal, da Fundação Tide Setubal e herdeira do Itaú;

  • Denis Mizne, da Fundação Lemann;

  • Ana Inoue, do Itaú Educação e Trabalho;

  • Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco;

  • Luiz Henrique Paim, secretário executivo no governo Lula, ministro da Educação em 2014, com Dilma Rousseff, e que coordena a reunião com Haddad;

  • Claudia Costin, professora da Fundação Getúlio Vargas;

  • Francisco Soares, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

Todos os convocados militaram pela Educação no Brasil nos últimos anos. Os institutos e fundações que participarão apoiaram, em parcerias com estados e municípios, projetos de ensino remoto, conectividade e combate a evasão em diversas redes. Também financiaram projetos de ensino integral, técnico e de apoio ao novo ensino médio.

A maioria dos integrantes da reunião divulgou, neste ano, um documento conjunto chamado Educação Já, com recomendações para a área nos próximos 10 anos. Além de elencar ações urgentes, critica o MEC do governo Bolsonaro, marcado pela “falta de planejamento, descontinuidade de políticas relevantes, ausência e omissões perante os desafios brasileiros e enfraquecimento institucional”.

Nomes cotados para o Ministério da Educação – como Izolda Cela, governadora do Ceará, e Simone Tebet, ex-presidenciável do MDB – não participarão do encontro.

Um outra reunião será marcada em breve com entidades do setor, como Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed) e Associação de Reitores da Universidades Federais (Andifes).

Com informações do Estadão