Hamas e Fatah concordam com 'mecanismos' para organizar eleições palestinas

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Forças de segurança palestinas leais ao Hamas, usando máscaras devido à pandemia do coronavírus, montam guarda no cruzamento da fronteira de Rafah com o Egito, no sul da Faixa de Gaza, em 28 de janeiro de 2021.

O movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e o Fatah, que detém o poder na Cisjordânia ocupada, entraram em acordo nesta terça-feira(9) sobre "mecanismos" para realizar eleições palestinas em maio e julho, informaram em um comunicado conjunto.

O acordo, alcançado durante uma reunião no Cairo, prevê a criação de um "tribunal eleitoral" e um compromisso mútuo para respeitar as "liberdades públicas" durante as campanhas eleitorais e votação, informou a nota.

Ambos concordam em "respeitar as datas das eleições (anunciadas pela presidência palestina), realizá-las na cidade de Jerusalém, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, e respeitar e aceitar seus resultados".

Estas são as primeiras eleições nesses territórios em 15 anos.

Em outro comunicado, o chefe da delegação do Fatah no Cairo, Jibril Rajub, explicou que o acordo é um "roteiro" para as eleições, um testemunho da "unidade palestina".

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abas, assinou em 15 de janeiro o decreto das eleições legislativas e presidenciais de maio e julho, respectivamente.

Com a decisão, que já havia sido anunciada durante a presidência americana de Donald Trump, os palestinos tentam unificar a mensagem à comunidade internacional.

Abas rompeu com os Estados Unidos em 2017, depois que Trump reconheceu Jerusalém como a capital de Israel e anunciou um plano de paz que previa a anexação israelense de partes da Cisjordânia.

O acordo também inclui o compromisso de libertar todos os detidos por diferenças políticas ou em relação à liberdade de opinião, disse o comunicado.

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