Hang diz não ser 'negacionista' e volta a defender 'tratamento precoce' contra Covid, em live no hospital

João Conrado Kneipp
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Hang negou, em live no hospital, ser "negacionista" em relação à Covid-19. (Foto: Reprodução/Instagram)
Hang negou, em live no hospital, ser "negacionista" em relação à Covid-19. (Foto: Reprodução/Instagram)

Internado em um hospital de luxo após ser diagnosticado com Covid-19, o empresário bolsonarista Luciano Hang negou que seja “negacionista” em relação ao novo coronavírus e voltou a defender a existência de um “tratamento precoce” utilizando remédios sem eficácia comprovada contra a doença.

“Eu não sou negacionista tá. (...) Quero dizer para você que negacionista é aquele que não aceita que existe (sic) outros tratamentos para Covid”, afirmou ele, em uma live transmitida nas suas redes sociais, na tarde desta quarta-feira (20).

O empresário voltou a defender a existência de um tratamento precoce contra Covid-19 — uma alternativa que não teve eficácia alguma comprovada até o momento.

“Eu sei que a doença existe, eu acredito na vacina, mas eu acredito que existe (sic) outras formas de nós tratarmos a Covid. Que existe o tratamento preventivo, que existe o tratamento precoce, e que isso pode salvar vidas. Negacionista é quem não acredita que existe (sic) outros remédios que possam salvar vidas”, completou ele.

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Hang está estável e internado há alguns dias na unidade “Dubai” do Hospital Sancta Maggiore — rede privada conhecida por ser adepta da prescrição de cloroquina ou hidroxicloroquina contra Covid-19 —, localizada no Morumbi, na Zona Sul da capital paulista.

A unidade “Dubai” do hospital tem decoração temática e figurino a caráter para os funcionários.

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No ano passado, a operadora de saúde Prevent Senior chegou a fazer testes supostamente tendenciosos com o uso do medicamento hidroxicloroquina, combinado com o antibiótico azitromicina, contra a Covid-19.

Hang e a ‘cartilha bolsonarista’ para Covid-19

O empresário, natural de Santa Catarina, é um dos nomes fortes do bolsonarismo no Brasil, seguindo à risca as pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Durante a pandemia em 2020, ano em que o dono da rede de lojas de departamentos Havan mais que dobrou seu patrimônio entrando na lista dos 10 homens mais ricos do Brasil de acordo com o ranking da revista "Forbes”, Hang também aproveitou para disseminar desinformação. O dono da Havan tem R$ 18,72 bilhões.

Até hoje, o empresário ele vem propagando em suas redes sociais uso da cloroquina, da sua derivada hidroxicloroquina e da ivermectina como “tratamento precoce” ao coronavírus — informação desmentida por diversos médios e especialistas em saúde.

Procurada, a Prevent Sênior disse que não poderia confirmar o fato por questão de sigilo. Já a assessoria de imprensa da Havan informou que não tinha informações.