Harry fala com pai e irmão após explosiva entrevista de TV, diz amiga

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O príncipe Harry e Meghan Markle durante entrevista para a televisão com Oprah Winfrey que abalou a família real britânica

O príncipe Harry conversou com seu pai e irmão depois que ele e sua esposa, Meghan Markle, fizeram acusações de racismo na família real britânica durante uma entrevista explosiva na televisão, disse uma amiga de ambos nesta terça-feira (16).

O casal, que renunciou a suas obrigações com a Coroa Britânica no ano passado e agora vive na Califórnia, fez revelações chocantes à estrela de TV americana Oprah Winfrey enquanto explicava sua saída da atividade real.

O príncipe Harry, de 36 anos, disse estar "muito desapontado" com seu pai, o príncipe Charles, que parou de atender seus telefonemas por um tempo e disse que o apoio financeiro foi "cortado".

Ele também sinalizou um afastamento de seu irmão mais velho, o príncipe William. Ele disse que tanto Charles, o herdeiro da Rainha Elizabeth II, quanto William, estão "presos" pelas convenções da monarquia.

"Eles não podem partir. E tenho grande compaixão por isso", disse Harry.

Meghan, uma americana filha de pai branco e mãe negra, revelou ainda que antes de seu filho, Archie, nascer em 6 de maio de 2019, Harry disse a ela que houve de conversas de um membro não identificado da família real sobre "quão escura" seria a pele do seu bebê.

O duque a duquesa de Sussex mais tarde especificaram que essa pessoa não era nem a rainha, de 94 anos, nem seu marido, Philip, de 99, mas suas declarações abalaram a monarquia britânica.

Meghan, uma ex-atriz de 39 anos, também disse a Oprah Winfrey que estava "ingenuamente" despreparada para a vida na realeza e que pensou em suicídio enquanto estava grávida de Archie.

Gayle King, uma apresentadora de televisão americana amiga de Oprah Winfrey e do casal, disse nesta terça-feira que Harry fez contato com a família real.

"Na verdade, liguei para eles para saber como estavam e é certo que Harry falou com seu irmão e também com seu pai", disse King à CBS.

"Eles me disseram que as conversas não foram produtivas, mas que estão felizes por pelo menos terem iniciado uma conversa", acrescentou.

King disse que o casal ficou "frustrado" pelo suposto racismo na família real ter dominado a agenda de notícias desde a entrevista transmitida em 7 de março.

"Tudo o que eles queriam desde o início era que a realeza interviesse e dissesse à imprensa para parar com as histórias injustas, imprecisas e falsas que definitivamente demonstram um preconceito racial", disse King.

Ela acrescentou que Harry e Meghan queriam uma solução em família, mas que Meghan tem "documentos para respaldar tudo", o que mencionou na entrevista com Oprah Winfrey.

As acusações de racismo, que a família real disse que seriam investigadas, mergulharam a monarquia em sua maior crise desde a morte da mãe de William e Harry, a princesa Diana, em 1997.

No entanto, no Reino Unido, caiu a popularidade de Harry e Meghan, que estão esperando seu segundo filho, uma menina, para este verão.

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